Há quase 20 anos, Otavio Frias Filho, jornalista e diretor do Grupo Folha de São Paulo, concedeu uma entrevista que está registrada no livro “Eles mudaram a imprensa: depoimentos ao CPDOC”, de Alzira Alves de Abreu e Fernando Latman-Weltman. Em um ponto da entrevista, ele reproduziu uma frase do jornalista Luiz Alberto Bahia que dizia o seguinte: “O grande jornal burguês tem que ser conservador em economia, liberal em política e revolucionário em cultura”.

Você percebe o que esta frase implica? Consegue ver a profundidade do que está sendo dito ali? Vou explicar. Por “conservador em economia”, ele quis dizer ortodoxo, na verdade. Ou seja, nada muito distante do capitalismo. Óbvio. Um jornal privado que defendesse a estatização de todos os meios de produção, por exemplo, seria um jornal suicida. Entretanto, essa ortodoxia tem limite. Pequenas e médias empresas podem até desejar uma economia bastante livre, mas grandes empresas só desejam liberdade econômica até o momento em que isso não as coloque em risco.

Pergunte a um banqueiro se ele vai querer uma economia livre que facilite a entrada de novos bancos no mercado. Ele não vai querer. Pergunte ao diretor executivo de uma grande operadora de telefone se ele vai querer uma economia livre que facilite a entrada de novas operadoras de telefone no mercado. Ele não vai querer. Até em escala menor isso pode ser visto. Cooperativas de Táxi não querem a concorrência do UBER e preferem apelar para a proteção do governo do que lutar por menos impostos e regulamentação sobre os táxis.

Da mesma forma, meios de comunicação não querem uma economia tão livre que os exponha a mais concorrência, ou que retire delas financiamentos públicos. Qual grande meio iria defender, por exemplo, um governo que acabasse com as propagandas estatais? Isso dá muito dinheiro. “Tudo tem limite”, diriam. Ortodoxia econômica sim, mas um pouco de corporativismo (ou muito) é “essencial” para elas. Talvez por isso a expressão usada por Frias tenha sido “conservador em economia” e não “liberal em economia”. O liberalismo econômico pleno não é interessante para grandes meios de comunicação.

Mas perceba que o “conservadorismo” em economia não se estende à política. Frias afirma que em política o grande jornal burguês deve ser liberal. O que isso quer dizer? Quer dizer que ele deve se alinhar às ideias e ações progressistas. Para ser mais exato, Frias está dizendo que, embora o jornal não deva ser suicida e apoiar, por exemplo, o comunismo, ele também não deve se alinhar à direita conservadora.

Finalmente, ele coroa a frase dizendo que em cultura o jornal deve ser revolucionário. O que é isso? Isso mesmo que você pensou: ele deve descartar os valores, princípios, hábitos e tradições mais sólidos e antigos; deve buscar a desconstrução dos “paradigmas sociais”. Que paradigmas? Sem dúvida, a moral judaico-cristã, o cristianismo, a cultura ocidental e etc.

Por que o grande jornal burguês deve, na opinião de Frias, ter este perfil? Vamos começar do final. A cultura. O ser humano é, como os animais, bastante insintivo. O que nos diferencia dos animais é a razão e o discernimento moral. Esses dois fatores nos impõem certos limites. Com o tempo, se esses limites são cultivados, tornam-se hábitos comuns e são absorvidos pela cultura. Muito do que a sociedade atual enxerga como “tabu” nada mais é que um conjunto de comportamentos provenientes da razão/moral que foram introduzidos na cultura e no senso comum.

O problema é que, como eu falei, somos bastante instintivos. E muitos dos nossos instintos são, em determinados momentos, bastante imorais. Pior: a mesma razão que nos possibilita, em conjunto com a moral, criar limites para os nossos atos, também é capaz de nos fazer perceber que o mal pode ser lucrativo; de nos tornar aptos a maquinar maldades; de nos impelir a destruir membros da nossa prórpia espécie em benefício próprio. A razão nos torna muito mais perigosos que os animais. A ideia iluminista de que o ser humano poderia alcançar uma perfeição (ou semi-perfeição moral) por conta da razão é uma doce ilusão. A verdade é que quanto maior a capacidade racional do homem, maior também é a capacidade de se fazer o mal. Espiritualmente falando, chamamos isso de “inclinação ao pecado”. Inteligência não muda esse quadro.

Daí se depreende que a humanidade sempre terá uma propensão a destruir as culturas nas quais vigoram determinadas imposições morais difícies de seguir. O secularismo é justamente a postura moderna, promovida pelo iluminismo, que pretende ir fundo nessa destruição, sob o mantra de uma suposta “racionalidade” (entre muitas aspas). Uma vez que o secularismo tomou conta das faculdades e formou gerações de homens irreligiosos, antirreligiosos e hedonistas, a mídia emergida deste meio passou a espelhar os valores seculares. Hordas de jornalistas surgiram com pouco apreço pela moral-judaico cristã, pelo conservadorismo cultural e pela religião. A cultura midiática se tornou revolucionária.

Do ponto de vista puramente mercadológico, o dono do jornal não tem qualquer interesse em banir o secularismo de seus meios. Contanto que o secularismo não dê prejuízos e, melhor, contanto que dê lucros, está tudo bem. E sabem de uma coisa? Secularismo dá lucro. Ateísmo não. O ser humano é essencialmente religioso. A maioria crê em algo e não se logrará muito êxito tentando educar as massas no ateísmo. Mas o secularismo não implica o fim da religião, mas apenas um ataque vigoroso sobre alguns de seus dogmas.

Podemos chamar essa postura ou mentalidade de progressista. O progressista visa o “aprimoramento” da religião. Como se ela fosse moldável à vontade da humanidade. Como se Deus se curvasse ao que achamos conveniente. Isso vende e vende muito. Todos querem um Deus quase deísta, que não se intromete muito na vida, a não ser para abençoar; um Deus que não cobre quase nenhuma postura moral, a não ser pontos básicos como não assassinar e não roubar (até isso podendo ser relativizado em alguns casos).

Com esse tipo de Deus, as pessoas estão livres para manterem atitudes como: levar uma vida devassa, ser infiel, beber descontroladamente, guardar rancor, buscar vingança, proteger vícios, ser orgulhoso, vestir-se indecentemente e etc. Tal liberdade chama a atenção, tanto do homem da mídia, quanto do homem que consome a mídia. Por que o Big Brother Brasil fez tanto sucesso? Porque cenas de sexo e violência são tão populares? Por que baixaria vende tanto? Essas coisas mexem com nossos instintos animalescos (ou propensões pecaminosas, para usar a terminologia espiritual).

Mas os homens da mídia não encaram essas coisas como ruins. Eles acreditam que ao promoverem o secularismo estão cumprindo uma missão nobre e libertando o ser humano das amarras da opressão. E os donos da mídia estão interessados no Ibope e, consequentemente, no dinheiro que a remoção dessas amarras traz.

O filósofo Roger Scruton nos ajuda a entender algo sobre o progressismo. Ele sustenta, em suas obras, que o progressismo é mais facilmente aceito porque é mais interessante, excitante. Gera êxtase. O conservadorismo, embora verdadeiro, é vagaroso, chato; é a filosofia do homem velho. É por isso que jornalistas preferem ser revolucionários na cultura. Ora, o progressismo cultural envolverá as artes, a literatura, a religião, o senso comum, os hábitos, as crenças, as tradições. Tentará moldar cada uma dessas áreas. Tudo deve ser corroído pelo secularismo. Ou, na visão secular: tudo deve ser “aprimorado”.

O passo seguinte naturalmente será a expansão do progressismo cultural para a política. Afinal, muitos dos “tabus” culturais estão protegidos por lei. Ademais, através da política, pode-se usar o Estado para impor novos padrões e destruir a cultura retrógrada. Por essa razão, quase sempre o revolucionário na cultura será um liberal na política. Ele quer mudar tudo e está disposto a usar o Estado para este fim. E é por isso que um jornal revolucionário na cultura tende a ser liberal na política. Uma coisa leva à outra.

Este processo secularista de remodelação do senso comum e utilização do Estado para impor uma nova moral ganhará maior impulso através da esquerda. Entender isso é importante para entender a força do progressismo atual. A esquerda surge no fim do século 18 com uma postura bastante antirreligiosa, como era comum ao iluminismo (sobretudo o francês). Contudo, a ascensão do socialismo marxista como a principal vertente da esquerda acaba por fazê-la focalizar em demasaia a parte econômica e política, em detrimento da cultural. Esse quadro começa a mudar no século 20, por volta da segunda e terceira década. Com o sucesso da revolução socialista apenas na Rússia e o fracasso da mesma nos países da Europa ocidental, alguns pensadores marxistas passam a conjecturar os motivos pelos quais a revolução não logrou êxito em outros lugares.

Um dos principais pensadores a conjecturar sobre essa falha na revolução foi o italiano Antonio Gramsci. Ele percebeu que o senso comum e a cultura do ocidente continham uma série de elementos que criavam barreiras à plena aceitação do comunismo. Eram elementos advindos do cristianismo, da moral judaico-cristã, de princípios conservadores e etc. Gramsci, então, postulou que o senso comum deveria ser gradualmente modificado; paradigmas deveriam ser quebrados e novos princípios e valores agregados. A revolução começava na área da cultura.

Outros pensadores seguiram pelo mesmo caminho: Lukács, Marcuse, Adorno, Benjamin. Aos poucos, década após década, o front de batalha da esquerda foi se modificando em todo o mundo, passando do físico para o cultural. E o velho espírito iluminista de oposição à religião e valores tradicionais ganha novo vigor e uma tática mais refinada, capaz de modificar o senso comum sem causar grande choque e aversão. A economia já não é mais o assunto principal. É preciso uma revolução cultural para que depois a economia socialista seja bem aceita.

No Brasil, a divulgação dos primeiros textos de Gramsci começa a surtir efeito em 1968, com a publicação de “Os Intelectuais e a Organização da Cultura”. O boom gramsciano ocorrerá a partir de meados da década de 70, influenciando e impactando grande parte dos intelectuais de esquerda. Bernardo Kucinski, jornalista e cientista econômico, fala da influência de Gramsci no jornalismo alternativo na sua tese doutoral “Jornalistas e Revolucionários” (1991). Os autores Carlos Nelson Coutinho, José Antonio Segatto e Marcos Aurélio Nogueira descrevem, em suas obras, a adesão das ideias de Gramsci pelo Partico Comunista Brasileiro (PCB). Os comunicólogos Marco Antonio Roxo e Monica Mourão Pereira expõem, em seus trabalhos acadêmicos, o fato de que as redações dos grandes jornais conservadores à época do regime militar estavam repletos de comunistas (sobretudo do PCB), com conhecimento e anuência dos donos e editores. O livro mencionado no início desse texto, “Eles mudaram a imprensa”, traz seis entrevistas com grandes editores brasileiros que viveram à época do regime militar. Todos com um passado de militância ou simpatia à esquerda contam da intensa participação esquerdista nas redações e de como o PT se tornou hegemônico no início dos anos 80 em diante como partido da esquerda brasileira e dos jornalistas em geral. Ainda outros autores (dentre os quais, Tarso Genro) destacam o alinhamento do PT com o gramscismo já no início dos anos 90.

Essas informações foram bem reunidas e elencadas no trabalho monográfico do administrador que escreve este artigo. Elas nos dão um panorama amplo de como o gramscismo invadiu a grande mídia brasileira. Mas o que houve aqui, ocorreu também em todo o mundo, a partir da influência dos autores marxistas já mencionados, também chamados de “marxistas ocidentais” ou “eurocomunistas”. E não se limitou ao jornalismo, mas expandiu-se para toda a área da comunicação e da educação. O trabalho monográfico “Revolução Cultural e os aparelhos de hegemonia – O papel da Indústria Cultural na subversão do Ethos Ocidental” (2010), de Luis Henrique de Moraes, expõe, por exemplo, como houve um movimento intercontinental, desencadeado por intelectuais marxistas, para ocupar espaços estratégicos (como universidades e escolas) e infiltrar ideias que buscam subverter a cultura do ocidente. Os efeitos desse movimento podem ser averiguados de maneira clara sobre os jovens do fim dos anos 60 em diante, o que o trabalho mencionado descreve bem.

O que precisa ser enfatizado, no entanto, é que todo o movimento do marxismo ocidental e do gramscismo (que são dois lados da mesma moeda, dada a importância e influência do pensador italiano) não necessita de militantes conscientes de suas estratégias. O poder do movimento está no progressismo que defende e que pode ser absorvido parcialmente pelas pessoas e até mesmo por indivíduos que seguem outras ideologias distintas. Essa absorção e posterior replicação contribui (e muito) com o gramscismo. Daí que pensadores liberais e libertários em economia, apesar de possuírem uma visão econômica totalmente oposta a de esquerda, contribuem com a mesma na área da guerra cultural, que é o alvo principal da esquerda hoje. Da mesma forma, apolíticos que possuem uma forte visão secularista também podem contribuir para este movimento, mesmo que inconscientes do fato.

Assim, os agentes da mídia em geral se esforçarão, sempre que possível, para induzir as pessoas a um pensamento/comportamento mais promíscuo, mais flexível quanto aos valores e menos ortodoxo em suas crenças. Pautas como aborto, legalização das drogas, casamento homoafetivo, casamento poliamoroso e eutanásia aparecerão com mais frequência. A ciência e a história geralmente serão evocadas para se contraporem ao cristianismo. As matérias referentes à religião focalizarão o bizarro e o absurdo. Ao mesmo tempo, o sincretismo e o ecumenismo serão exaltados. As religiões orientais, tribais ou de matriz africana não serão questionadas pela ciência ou história. Serão consideradas expressões culturais ricas e estarão em associação com a tolerância religiosa, expressão que será sempre evocada para não dar à mídia uma áurea ateísta.

Você já deve ter percebido que esta análise joga por terra a ideia simplista de que a mídia é de direita ou de esquerda. A mídia não possui uma posição definida. Ela é formada por elementos tanto da esquerda, quanto da direita e frequentemente se moverá no espectro político da maneira como as circunstâncias exigirem. Mesmo pautando-se principalmente pelo secularismo, poderá em alguns momentos mostrar-se um pouco mais conservadora em matéria de costumes e religião, se isso for conveniente no contexto. Por conveniência, poderemos ver a mídia buscar alinhamento com setores do cristianismo, promover determinados eventos cristãos e tentar angariar simpatia. Não é incomum ou contraditório. Faz parte de seu modus operandi. Lembre-se: a maioria de seus agentes não deseja destruir o cristianismo e a religião, mas “reformá-los”. E isso implica alinhamentos e recuos, mordidas e assopros, tapas e beijos.

A verdade é que a posição da mídia é um tema muito mais complexo do que se possa imaginar, pois envolve uma confluência de ideias, opiniões e interesses diversos de jornalistas, editores e proprietários. Estas convergem e divergem de maneira contínua, em função de inúmeras circunstâncias, tais como a situação da economia, a opinião popular, as estratégias partidárias, a pressão do governo, a pressão dos investidores, a linha editorial do veículo, a visão mercadológica, o grau de liberdade dos jornalistas e/ou do editor-chefe, a opinião de cada um dos agentes da mídia e etc. Haverá sempre, no entanto, uma faixa de valores básicos dentro da qual a posição do jornal se movimentará. E esta faixa é o secularismo, motor do progressismo. Se é possível definir a posição da grande mídia, a posição é esta: secularista.

Finalmente, retornamos à questão econômica. A única coisa que não deve mudar, como já dito, é a forma como as coisas estão sendo levadas na economia. O grande jornal burguês não deve se tornar nem muito liberal, nem muito estatista. Um meio termo corporativista será ideal. Pelo menos, do ponto de vista do proprietário, não necessariamente dos jornalistas. Uma vez que jornalistas de esquerda estão preocupados prioritariamente com o front de batalha cultural, segue-se que em um grande jornal burguês há espaço para todos, direitistas e esquerdistas, libertários e comunistas – até para dar ao leitor uma aparência de isenção, neutralidade, imparcialidade. E é dessa forma que os seus proprietários tecem alegremente a corda com a qual marxistas pretendem enforcá-los.

Isso não é, contudo, uma profecia. Apenas uma visão do quadro. No fim das contas, toda esse quebra-cabeça de atores e intenções distintas faz parte de um quadro maior orquestrado por… Quem? Ele mesmo: Satanás. Secularistas, ecumênicos, sincretistas, liberais, libertários, estatistas, corporativistas, marxistas, trabalhistas, ambientalistas e progressistas em geral, todos contribuem para ele, inconscientemente. Achando-se donos de si não passam de marionetes nas mãos do Diabo, o qual busca usar a mídia como uma das muitas ferramentas para fazer enfermar o evangelho puro de Jesus Cristo.

A notícia boa é que também este quadro montado por Satanás faz parte de um quadro ainda muito maior, este construído por Deus. O próprio Satanás, que pretende ser o grande senhor do espetáculo terrestre, faz parte do espetáculo cujo diretor é Deus. E o enredo deste espetáculo, em parte composto pela livre ação dos homens, de Satanás e seus demônios no mundo, possui um tema central e um final já definido e determinado pelo Grande Diretor. O tema é o grande amor e movimento de Deus em prol da salvação do ser humano. E o final é a derrota de todo o mal por Jesus Cristo e a redenção daqueles que o aceitarem e seguirem os seus mandamentos.

Não importa o quanto cada ator desta peça procure fazer o que bem entender, nada mudará o tema principal e o final da peça. Neste sentido, por mais livres que sejamos, não deixamos de compor o quadro de Deus. Quer o escolhamos ou não, somos seus atores, suas peças.

Em linguagem jornalística, Deus é o grande proprietário do mundo e também seu editor-chefe. Nesse jornal divino já sabemos a notícia de amanhã. Mas há quem prefira ser jornalista do diabo. Eis que o progressismo é isso: a mídia satânica que “prevê” e busca criar um falso futuro.

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