Por Jonh Churchill

A frase proferida por Jesus, encontrada em Mateus 5:13-14, nos mostra que Jesus se utilizava de coisas simples (e necessárias) do nosso cotidiano para nos ensinar preciosas lições, nos comparando ao sal e a luz. Dentre suas maiores características, o sal é um agente conservador/preservador e transformador, enquanto a luz serve para nos manter em segurança, um guia, pois ilumina nossos caminhos de maneira que possamos ver onde estamos pisando. Mas o que Jesus queria dizer com estas metáforas?

O sal é um tempero essencial no preparo de alimentos, mas que requer cuidados. Sem ele, os alimentos perdem o sabor. Por outro lado, em excesso, é insuportável comê-los. O que quero dizer? O sal deve estar presente na medida certa. O cristão precisa entender que ser “sal da terra” significa ser uma presença discreta e ao mesmo tempo essencial no mundo. É essencial porque ele é transformador, agrega valor, faz a diferença onde quer que ele esteja. Nossa presença no mundo deve então obedecer a este mesmo parâmetro.

Dentre os males do mundo que permeiam a igreja, existe o politicamente correto, uma corrente do relativismo. Não há certo e errado, verdadeiro ou falso, “sim sim ou não não” há apenas o adequado e o inadequado, o conveniente e o inconveniente, dependendo da percepção de cada um sobre o tema como se não houvesse moral, leis e conselhos deixados por Deus para viver neste mundo. Em outras palavras, é a busca da satisfação humana em detrimento às coisas de Deus. E através do politicamente correto, alguém que expressar qualquer desacordo torna-se discurso de ódio, para defesa de qualquer questão sob a ótica cristã, ganhamos o sufixo “fóbico”. Há a limitação da liberdade de expressão por parte de um grupo, em relação a um outro.

A Igreja de Jesus como guardiã da Fé Cristã não pode transigir com princípios inegociáveis, sob pena de tornar-se um sal insípido. As definições bíblicas sobre os procedimentos reprováveis por Deus vigoram sem qualquer preocupação em agradar quem pensa o contrário. A igreja não deve se acovardar, muito menos aceita-la e negar as verdades bíblicas. Jesus nunca se preocupou em agradar a maioria, nem com política de tolerância. Ele aceitava a todos do jeito que estavam, mas falava a verdade de forma incisiva levando as pessoas à convicção de pecado.

Como levar às pessoas a convicção do pecado e posteriormente ao arrependimento em Cristo, quando se compactua com o pecado alheio? Como ser sal e luz quando se conhece a verdade e não faz nada enquanto vê seu próximo rumo ao abismo? És sal e luz, irmão?! A verdade é que hoje o politicamente correto lhe transforma num covarde dentro e fora da igreja, condenando a si e o próximo.

Por fim, o que Jesus quis dizer em Mateus 5:13-14 é que as pessoas que fazem a diferença neste mundo são aquelas que atuam verdadeiramente como sal e luz. A única maneira de cumprir os ensinamentos de Cristo sendo luz do mundo e sal da terra só é possível àquele que entrega sua vida a ele, arrependendo-se de seus pecados e aceitando-o como único Senhor e Salvador de suas vidas.