Somos sabatistas. Imagina que terrível seria se o Estado tivesse poder para obrigar empresas a abrir ou a fechar em determinados dias? Pois em muitos lugares do mundo ele não só tem esse poder como o coloca em prática através de leis. Algumas cidades do Brasil e outros lugares do mundo, por exemplo, proíbem que mercados abram aos domingos. E há projetos nesse sentido esperando para serem votados em muitas cidades. Em diversos lugares também o Estado define os dias que as empresas devem abrir. No Brasil, os postos de gasolina devem obedecer a um padrão de dias. Se o mesmo fechar em um dia não autorizado pelo Estado (um sábado, por exemplo), será punido. Na Alemanha há legislação até para o horário de funcionamento de alguns estabelecimentos.

Suponha que gradualmente as cidades do mundo inteiro fossem aderindo à ideia de proibir comércio aos domingos. Isso pode facilmente acontecer com base em argumentos trabalhistas, ambientalistas e até religiosos. Aliás, essa proposta já é defendida por líderes desses movimentos há algum tempo e debates sobre isso tem se tornado mais recorrentes. Ou seja, grupos antagônicos na política podem convergir neste ponto. Seria um passo importante para aqueles que discursam sobre a união de todos, a paz mundial e um governo global (notadamente a ONU, os líderes progressistas das principais nações do mundo, o presidente dos EUA e o Papa – todos com propostas globalistas, ecumênicas e de paz mundial). E os governos espalhados pelo mundo possuem, como mencionamos, poder para isso. Consolidando-se tal ideia, portanto, de fechar todos os comércios aos domingos, o que ocorreria a sabatistas como nós?

O primeiro problema seria não poder mais trabalhar domingos em vez de sábados. Muitos sabatistas fazem este tipo de acordo em seus empregos, a fim de não transgredirem o sábado. Com o fim desse tipo de acordo, essas pessoas seriam demitidas caso não quisessem trabalhar no sábado.

O segundo problema seria que o sábado se tornaria um dia bastante agitado, de comércio intenso e talvez até mais longo. Sabendo que no domingo nada se poderia abrir, as pessoas tirariam o dia de sábado para resolver muita coisa e muitas empresas usariam esse dia para cobrir o deficit causado pelo fechamento no domingo. Assim cada vez menos trabalhos com folga no sábado sobrariam. Mais desemprego para sabatistas.

Imagine ainda que os Estados, à titulo de balancear a decisão de parar tudo no domingo, impusessem a abertura de todas as empresas no sábado. A ideia seria fazer o dinheiro continuar circulando. Nesta situação, os sabatistas perderiam completamente seus empregos, incluindo aqueles que são empresários, pois seriam obrigados a trabalhar nos sábados.

Percebe o tamanho do problema? O Estado intervencionista pode, através de leis, impor aos que guardam o sábado a transgressão do mandamento, de modo que, se o sabatista não quiser cumprir a lei imposta pelo Estado, também não poderá trabalhar. Não poder trabalhar significa não poder comprar nem vender.

Coloque-se, por um momento, no lugar de um sabatista numa situação dessa. Você tem a convicção de que deve guardar o sábado. É um mandamento moral para você. Está entre os dez mandamentos. É até anterior às tábuas da lei. Remete à criação, antes mesmo de haver pecado no mundo. Você entende que honra a Deus como Criador ao guardar o Sábado. Então, vem o Estado e cria duas leis que, em conjunto, acabam obrigando você a trabalhar no sábado. O que você faz? Continua fiel a Deus ou transgride o mandamento de Deus e trabalha no sábado para conseguir seu sustento? Percebe a encruzilhada moral?

Pois é desse tipo de encruzilhada moral que falamos quando dizemos que a marca da besta não será um microchip, mas uma postura. O governo irá impor uma postura que quebra um ou mais mandamentos de Deus. Quem não se adequar à postura, será proibido de comprar ou vender.

“A todos, os pequenos e os grandes, os ricos e os pobres, os livres e os escravos, faz que lhes seja dada certa marca sobre a mão direita ou sobre a fronte, para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tem a marca, o nome da besta ou o numero do seu nome” (Ap 13:16-17).

Nos dias do profeta Daniel, coisa parecida ocorreu duas vezes. Na primeira ocasião, o rei Nabucodonosor baixou um decreto que obrigava todos a se prostrarem e adorarem a sua estátua. No segundo, o rei Dario, também por decreto, impôs que durante um mês não se fizesse oração a nenhum deus a não ser ao próprio rei (tido como deus). Em ambas as ocasiões a punição para a desobediência civil era a morte. Em ambas, houve servos de Deus que se recusaram a transgredir os mandamentos do decálogo, preferindo a punição civil.

Da mesma forma, no finzinho dos dias dessa Terra, os governos nos obrigarão por meio de leis a ferirmos princípios bíblicos. Precisaremos decidir se fazemos a vontade desses governos (sendo assim impedidos de comprar e vender) ou se faremos a vontade de Deus (jogando-nos às conseqüências).

O mundo caminha para uma grande religião estatal, ecumênica, misturada à tudo, sem princípios fixos, torpe, imunda, distorcida, que falará em nome da “união” de todos, da “tolerância”, da “preservação” do planeta, da “superação” das desigualdades e injustiças, da “construção” de um mundo melhor. Nessa religião caberá gente de todas as crenças religiosas e políticas, e de todas as formas deturpadas de cristianismo. E a regra máxima será: “Não ser fundamentalista”. Por fundamentalismo, obviamente, entender-se-á: “Seguir a Bíblia tal como ela manda”. Então, todos aqueles que insistirem nas velhas “opiniões” bíblicas “intolerantes” , que “atravancam” a paz mundial, que “impedem” a união, que “geram” fanatismo e preconceito, serão entendidas como inimigas do mundo.

Imagine o quão inimigo do mundo não será visto alguém como nós, que achamos errada a prática homossexual, o aborto, o feminismo; que defendemos a modéstia cristã na vestimenta e aparência; que não acreditamos num mundo melhor; que cremos que só há salvação por meio de Jesus Cristo; que cremos na Bíblia como única regra de fé e prática; que não confiamos na infalibilidade de líderes humanos; que desprezamos tradições extra-bíblicas; que não acreditamos na teoria da evolução das espécies; que defendemos um governo sem grande concentração de poder; que não aceitamos a ideia do Estado nos proibir de guardar o sábado, ainda que pelo “bem” da humanidade (como, por exemplo, pelo descanso de todos os trabalhadores no domingo, pelo descanso semanal do meio ambiente, pelo descanso semanal de todas as religiões, pela luta contra a “opressão” capitalista, pelo dia de união de todas as crenças e etc).

Pois como nós há muitos outros, não apenas da Igreja Adventista do Sétimo Dia, mas nas mais diversas denominações cristãs (e fora delas). Todas estas que, sinceras, desejam seguir fielmente a Cristo e a seus mandamentos, serão consideradas inimigas do mundo, inimigas da paz, inimigas da tolerância. Em suas próprias igrejas serão vistas com maus olhos. Por não concordarem com determinadas práticas e atitudes tomadas, com uniões espúrias, com falsas doutrinas, serão chamadas de facciosas e fanáticas, de causadoras de problemas, de fundamentalistas ou até de heréticas.

Emergirá um cristianismo mundial que trará náuseas aos que buscam à verdade. E o Espirito Santo impelirá essas pessoas, esses verdadeiros cristãos, a sairem de onde estão para não serem contaminadas (Ap.18:4-8). Aqui, denominações não importarão mais. Haverá apenas dois grandes grupos na terra: (1) Aqueles que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus (Ap. 14:12) e (2) Aqueles que dizem “não” para a Palavra de Deus.

Resistir à marca da besta é muito mais do que meramente recusar o implante de um microchip na pele. É sim guardar os mandamentos de Deus mesmo sob ameaças da lei civil, perseguição e pena de morte. É seguir a Bíblia de capa à capa, com a ajuda do Espirito Santo, sem se deixar levar pelas pressões contrárias. É largar suas opiniões e fazer aquilo que a Biblia diz para fazer, independentemente de suas perdas terrenas. É não fazer da graça divina desculpa para viver de forma distinta do padrão ordenado por Deus. Nenhum dos mártires usou da graça para desobedecer a Deus deliberadamente. Foram mártires porque se acostumaram a obedecer a Deus até a morte.

Está você preparado para isso? A preparação começa hoje. A mensagem de Eclesiastes 12:14 ecoa forte para estes últimos dias: “Temei a Deus e guarda os seus mandamentos; porque isto é dever de todo homem”.