Por Carla Caroline

Não encontramos cristãos usando o clássico “o que importa é o coração” pra justificar homicídio, adultério ou até mesmo a inveja, por exemplo. Nesses casos, a obra através da obediência é considerada fundamental na vida daquele que aceitou a Jesus como Salvador. Mas essa desculpa hipócrita é sempre usada para justificar comportamentos seculares e tendências completamente pecaminosas; como a Bíblia é específica nos princípios, mas não em cada situação, as pessoas se acham no direito de distorcer a Palavra de Deus para que se sintam bem consigo mesmas.

Há duas verdades que surgem aqui. A primeira é que não importa o quanto você torça aquilo que a Bíblia diz, errado é errado. Não adianta querer disfarçar e Deus há de cobrar não apenas aquilo de errado que fizemos, porém, mais ainda, quantos arrastamos à perdição conosco por relativizar o pecado. A sentença vai ser dura. A segunda é que o secularismo, o desejo de ser igual ao mundo, de não abandonar os costumes de descrentes, é um dos maiores problemas da juventude cristã. E esse problema só é tão grande (e só é tão difícil de conscientizar essas pessoas) porque absorvemos em demasia as práticas mundanas, a ponto de não vermos mais claramente que elas são pecaminosas. E elas o são porque inflam cada vez mais, em nosso coração, o satisfazer apenas da carne, o egoísmo. Nada pode levar uma pessoa para tão longe da salvação quanto isso.

Matar alguém ou trair o seu cônjuge sempre foram pecados bastante claros. É fácil identificá-los como pecados. Mas Satanás é astuto. O que é mais fácil? Pegar a igreja de Deus, fiel aos preceitos bíblicos e jogá-la num contexto totalmente secularizado ou pegar essa mesma igreja e, pouco a pouco, ir acrescentando costumes, ideias e filosofias não cristãs em seu meio até que, sem perceber, ela já esteja morta? Pois é, amigos. Ninguém tropeça em montanhas. São as pequenas pedras que tirarão muitos do Reino dos Céus. Não sejam coniventes com os pecados que “não tem nada a ver”. Tem a ver, sim! Não perca o Céu por migalhas.