Por Arthur Rodrigues

O título acima remete a duas coisas, a decisão tardia dos EUA em reconhecer Jerusalém como capital eterna de Israel e a atrasada publicação desse texto.

No último dia 6 de Dezembro, o presidente Donald Trump, cumpriu mais uma de suas promessas de campanha e reconheceu Jerusalém como capital de Israel. Vários antecessores de Trump falharam em cumprir a promessa, inclusive Barack Obama.

Para além das repercussões escatológicas, tema já esgotado pelo blog “Criacionismo” do Pr. Michelson Borges com o qual compartilhamos o pensamento, focamos aqui em dois textos bíblicos que resumem toda a polêmica sobre o status de Jerusalém.

Em 2 Crônicas 12:13, encontramos uma menção ao reinando de Roboão que era estabelecido em Jerusalém. O texto fala sobre Jerusalém como a “cidade que o SENHOR escolheu dentre todas as tribos de Israel, para ali estabelecer o seu nome”. Dada a importância e o impacto dessa mensagem, nenhum cristão ou judeu pode aceitar a divisibilidade de Jerusalém, uma vez que nela está estabelecido o nome de Deus e esse jamais pode ser divido!

Já no capítulo 2 do livro de Neemias, encontramos uma definição jurídica perfeita sobre o status de Jerusalém: “Vós, todavia, não tendes parte, nem direito, nem memorial em Jerusalém”. O episódio remete a reconstrução dos muros de Jerusalém, quando árabes e samaritanos zombaram da atitude de Neemias.

Vale aqui fazer um breve registro sobre o verso que antecede esse recorte, 2:19, quando é mencionado por Neemias o nome de Gesém ou Gosem, rei da federação árabe de Cedar, cujo território da Palestina fazia parte. Não coincidentemente, palestinos hoje zombam do caráter indivisível de Jerusalém.

Os vocábulos utilizados no recorte mencionado acima, Neemias 2:20, nos dão clareza sobre o caráter indivisível de Jerusalém. A palavra “parte” é trazida do vocabulário jurídico para se referir ao “quinhão”, ou seja, “vós não tendes quinhão” e esse raciocínio é reforçado pela palavra usada em seguida, “direito”, menção clara e direta sobre o direito legal sobre Jerusalém.

Concluímos que Neemias é muito claro em afirmar que árabes, palestinos e samaritanos não tem quinhão, direito legal e nem mesmo lembrança ou memorial em Jerusalém. Se 400 anos antes de Cristo não havia esse direito, essa parte, por que haveria hoje de existir?

Ademais, a polêmica em torno da racional decisão tomada pelo Estados Unidos é entendida nas palavras do professor Rêmulo Carvalho:

“Com dizia Salomão, ‘Não há nada de novo sob o sol’. Há três mil anos Jerusalém já era a capital do antigo reino de Israel. No decorrer da história, ela foi invalidada e ocupada por babilônios, romanos, cristãos, e árabes. Porém, desde 1950, logo após a fundação do moderno Estado de Israel (Em 1948), Jerusalém voltou a ser sua eterna capital. Nela estão localizados o governo, o parlamento e a suprema corte desse país. Jerusalém só não é reconhecida oficialmente pelo resto do mundo porque os países árabes, que são grandes exportadores de petróleo, a reivindicam como capital de um hipotético Estado palestino e nenhum país quer arriscar desagradar diplomaticamente os árabes e ficar sem poder comprar petróleo, não é mesmo? Por isso, covardemente, todos os outros países, inclusive o Brasil, estabelecem suas embaixadas em Tel Aviv.”

Mas está escrito: “Vós, todavia, não tendes parte, nem direito, nem memorial em Jerusalém”.