Por Davi Caldas

Nasceu e cresceu na Igreja. Participou de classe bíblica, peças teatrais, ministérios, coral e cantatas. Sua família sempre foi cristã e dedicada no serviço de Deus. Um dia, no entanto, entrou na universidade e perdeu a fé. Quantas vezes você já viu ou ouviu uma história semelhante a essa? Eu e os demais administradores desse projeto já vimos e ouvimos muitas vezes. É comum.

A primeira vez que soube de alguém que perdeu a fé na faculdade foi quando eu era bem pequeno. Um amigo da família, cristão ativo na igreja, com esposa e filha, passou no vestibular. Em pouco tempo foi esfriando na fé e tornando-se arrogante por conta dos novos conhecimentos adquiridos. Por fim, entrou em crise no casamento, envolveu-se com outra mulher, engravidou-a e divorciou-se da esposa. Resultado: ele, a ex-mulher e a filha deixaram de crer no evangelho e, por conseguinte, saíram da Igreja. O primeiro de muitos outros casos que eu veria de cristãos universitários naufragando na fé – tanto de desconhecidos, quanto de colegas antigos e familiares.

A experiência me deixou o seguinte alerta: a universidade se tornou, em algum momento da história, um local majoritariamente anticristão. Por isso, muitos cristãos, ao entrarem lá, tem a sua fé arrancada por professores e alunos anticristãos. Logo, quando for a minha vez de enfrentar esse local, vão tentar arrancar a minha fé também.

Esta dedução sobre a universidade moderna e algumas circunstâncias que surgiram ao meu redor no segundo e no terceiro ano de ensino médio (tudo promovido por Deus, eu presumo) me impeliram a estudar as razões para a minha fé naquele período pré-curso universitário. A ideia era simples: já entrar preparado na faculdade. Deu certo? Deu. Eu terminei o curso universitário de jornalismo sem dano algum na minha vida espiritual e moral. Mas infelizmente muitos cristãos não têm o mesmo final feliz que eu.

Uma antiga professora me disse recentemente que quem entra na faculdade e perde a fé, perde porque é fraco. “Eu não perdi. Até fiquei mais forte”, ela disse. Bom, eu também não. E concordo que quem perde é fraco. Meu questionamento é: o que nós, enquanto Igreja de Cristo e pais de jovens, temos feito para que eles não sejam esses fracos de que ela fala? A meu ver, nada.

No que tange à vida espiritual, nós passamos anos ensinando nossos jovens a engatinhar, tomar mamadeira e esperar que alguém limpe sua fralda. Agora, pois, esperamos que esses mesmos jovens, milagrosamente, se portem como homens e mulheres maduros por si mesmos na faculdade. Permitimos que eles saiam com fraldas de nossos lares e comunidade espiritual. Espiritualmente, eles entram na faculdade como frágeis bebês. E nós esperamos que eles sejam adultos fortes e inabaláveis. “Se perdem a fé é porque são fracos”. Sim. E nossa obrigação é torná-los fortes, não?

Lembro-me de uma vez ter pregado sobre argumentos históricos para a ressurreição de Jesus em uma Igreja. Falei no sermão sobre como a fé é racional e demonstrei isso. No término, enquanto cumprimentava os irmãos na saída, uma senhora me disse: “Poxa, se você tivesse pregado esse mesmo sermão há dois anos, talvez minha filha não tivesse saído da Igreja. Ela entrou para a mesma faculdade que você e virou a cabeça”. Aquelas palavras ecoam na minha cabeça todas as vezes que penso no assunto.

Pensando nisso, resolvi criar aqui um breve guia prático sobre como um cristão pode sobreviver moral, espiritual e intelectualmente na universidade. Um dos motivos para a existência do projeto Reação Adventista é justamente preparar jovens cristãos para os ataques que Satanás e seus demônios coordenam no ambiente acadêmico. Assim, esse guia traz o espírito que tem orientado todos os administradores nesses quase dois anos de projeto. Você vai entrar na faculdade? Ou conhece alguém que vai? Nas próximas linhas estarão alguns conselhos para manter firme a sua fé, moralidade, espiritualidade e intelectualidade. Para facilitar a leitura, enumerarei os conselhos.

Conselho 1: Restabeleça na sua mente a relação entre fé e razão

Uma das maiores mentiras de Satanás é a de que existe contradição entre razão e fé, religião e lógica, teologia e ciência, espiritualidade e intelectualidade. E infelizmente em algum momento da história os cristãos passaram a comprar essa mentira como se ela fosse o fato mais inquestionável do mundo. Voltemos então à verdade.

Se de fato Deus existe, Ele é Criador de todo o universo, o que inclui as leis da física, os átomos, as moléculas, os astros, os planetas, a Terra, o oxigênio, a água, as árvores, as plantas, a fotossíntese, o ciclo hidrológico, os animais e o ser humano. Ele projetou as células, os órgãos, os sistemas, o coração bombeando o sangue, os pulmões respirando o ar, o cérebro pensando vinte e quatro horas por dia. Pense por um momento na enorme complexidade de todas as coisas que existem. Se um ser transcendente criou todas essas coisas, sem dúvida este ser possui intelecto e um intelecto infinitamente mais avançado que o de qualquer um de nós. Se nos julgamos racionais, o que deveríamos pensar a respeito do Criador de todo o universo (inclusive de nós mesmos)? Em suma, se Deus existe, Ele é o Senhor da razão, da sabedoria, do conhecimento, da inteligência.

Se você entendeu isso, então agora compreende porque seu ponto de partida precisa ser uma fé racional. As coisas naturais do universo só possuem um sentido lógico e uma enorme complexidade funcional porque foram projetadas, o que implica (1) a existência de um projetista, (2) um projetista muito maior que nós e (3) um projetista de quem emana toda a razão. A razão, a lógica e as ciências, portanto, apontam para Deus. E o estudo das coisas criadas é o estudo da grandiosidade divina. Assim, a simples crença em um Deus Criador transcendente, independente de religião, implica a necessidade de uma fé racional.

A cosmovisão judaico-cristã, por sua vez, sempre ofereceu base para um estudo racional do mundo por fazer distinção entre criatura e Criador. Os pagãos imaginavam o sol, a lua e a morte como deuses ou sustentavam deuses humanizados controlando a natureza segundo seus apetites. Já a religião monoteísta levada adiante por Abraão, Isaque, Jacó, os hebreus e os cristãos, defendia o conceito de um Deus moralmente perfeito, criador de uma natureza com leis fixas (Jr 31:35-36, Jr 33:19-26, Jó 38:33, Jr 5:22, Dt 4:19, Gn 1:14-18, Sl 119:91) e que instigava à investigação racional e o pensamento realista (Pv 14:15, Pv 4:6-7, Dt 18:19-22, I Ts 4:21, At 17:10-12, Mt 7:15-23, Jz 6:36-40, II Pd 1:16-18, I Pd 3:15, I Co 15:6, At 26:24-26, I Jo 4:1, Jr 10:5, Jr 17:5-10, Sl 115:1-18, Sl 146:3-4, Sl 49:7-20, Ec 3:18-20, Ec 9:5-6 e 10, Ec 12:1-7; Is 38:17-19; Jó 3:11-22, Jó 7:9, Jó 10:18-22, Jó 14:10-14, Jó 17:13-16; At 2:25-35).

Conclui-se aqui nesse primeiro tópico que devemos entrar na universidade entendendo que o conhecimento não se opõe a Deus, mas, ao contrário, o evidencia. Assim, não só devemos ser racionais, mas buscar na razão evidências para a nossa fé em Deus e na Sua Palavra, a Bíblia. Podemos fazer isso na certeza de que o próprio Deus nos permite e instiga esta postura.

Conselho 2: Entenda que ter uma fé racional não é novidade

Ter uma fé racional não é novidade. A maioria dos primeiros grandes cientistas do que chamamos comumente de ciência moderna era formada por cristãos devotos. Eles não eram cristãos apesar de cientistas ou cientistas apesar de cristãos. O que motivava esses homens era a admiração por Deus. Cada um deles encarava o estudo da natureza e dos números como uma forma de conhecer a Deus. A pressuposição de que havia um Deus racional e legislador perfeito levava à conclusão de que sua criação possuía organização fina e leis fixas. E a descoberta dessa organização meticulosa e conjunto de leis naturais confirmava a existência e grandeza de Deus.

Os nomes de alguns desses cientistas cristãos devotos são bastante conhecidos: Nicolau Copérnico (1473-1543), Galileu Galilei (1564-1642), Johannes Kepler (1571-1630), René Descartes (1596-1650), Francis Bacon (1561-1627), Gottfried Wilhelm Leibniz (1646-1716), Sir Isaac Newton (1642-1727), Robert Boyle (1627-1691), Leonard Euler (1707-1783), Fredrick William Herchel (1738-1822), Andre Ampère (1775- 1836), Karl Friedrich Gauss (1777-1855), Friedrich Rückert (1788-1866), Michael Faraday (1791-1867), Augustin Louis Cauchy (1789-1857), Mattew Maury (1791-1867), James Prescott Joule (1818-1889), Gregor Mendel (1822-1884), James Clerk Maxwell (1831-1879), Lois Pasteur (1822-1895), William Thomson Kelvin (1824-1907), Georges Lemaitre (1894-1966), Werner Heisenberg (1901-1976), etc. Todos estes não só foram cristãos dvotados como escreveram louvores a Deus e apologias à fé. Nenhum deles viu contradição entre religião e ciência, fé e razão.

Mesmo com um número cada vez maior de cientistas descrentes no e após o iluminismo, é preciso destacar que muitos se firmaram no deísmo, rechaçando a religião, a Bíblia e os milagres, mas reconhecendo (e até com bastante convicção e reverência) a existência de uma mente superior transcendente, racional e moral que projetou e causou o mundo, dotando os homens de capacidade para empreender grandes coisas. Outros passaram a vida em posições cinzentas entre o deísmo, o agnosticismo, o teísmo e uma espécie de panteísmo. Foram os casos de Albert Eistein e Charles Darwin. Darwin, aliás, inicia seu livro “A Origem das Espécies” afirmando que Deus projetou a primeira vida e as condições necessárias para que ela evoluísse e gerasse todas as demais espécies.

A vida intelectual nos meios religiosos não se inicia apenas mil e quatrocentos anos depois de Cristo, é preciso ressaltar. O cristianismo sempre produziu estudiosos de peso como Agostinho de Hipona, Tomás de Aquino, Anselmo de Cantuária, etc. O problema dos tempos mais antigos não era uma aversão do cristianismo ao conhecimento, mas de tecnologia menos avançada. Não existia ainda imprensa e grandes navegações, fatores que contribuíram para a maior disseminação de conhecimento. Ademais, a conjuntura social favorecia uma sociedade menos letrada. A maioria da população vivia de trabalho braçal, o que não tornava a alfabetização desnecessária. Assim, em geral era ao clero que cabia o aprimoramento nas letras, estrutura esta que se consolidava na ideia católica de divisão entre sacerdotes e leigos (o protestantismo restauraria a noção de sacerdócio de todos, implicando a necessidade de alfabetização e instrução para todos).

O resultado dessa antiga conjuntura social foi um clero de alto nível intelectual (com enorme contribuição à filosofia, direito, economia, política e fundamentos básicos da ciência), mas, em contraponto, um cenário onde o conhecimento era disseminado por poucos indivíduos, para um público reduzido e em baixa velocidade. A tão criticada idade média, portanto, não foi uma idade das trevas. Foi um período de grande fervor intelectual, mas limitado pelas circunstâncias. São os adventos da imprensa, da reforma protestante, das grandes navegações, da reativação do comércio e das novas tecnologias surgidas desse contexto que impulsionam a vida intelectual para além do clero.

A boa relação do cristianismo com o conhecimento também é evidente no fato de que as primeiras universidades do mundo eram cristãs e que as melhores universidades de hoje tiveram também origem cristã. Alguns nomes são famosos: Bolonha (1158), Sorbonne (1257), Oxford (1249), Cambridge (1284), Imperial College (1447), Harvard (1636), Yale (1701), Princeton (1746), Berkeley (1853), MIT (1861), Stanford (1885), etc. Tais universidades hoje, embora tenham se tornado extremamente seculares e até anticristãs só existem porque cristãos as levantaram. O próprio conceito de universidade deve sua existência, em grande parte (senão totalmente), ao cristianismo. Assim sendo, manter uma fé racional não é nenhuma novidade. Milhares de cristãos fizeram isso ao longo dos séculos. Fazer isso hoje é apenas seguir o óbvio, o lógico, o natural.

Conselho 3: Conheça e domine as evidências

Ter uma fé racional requer e implica conhecer e dominar as evidências de sua fé. Assim, quem está para entrar na universidade tem a responsabilidade de começar esse estudo tão importante. O caminho que eu sugiro é o seguinte. Primeiro, aprenda sobre os cinco principais argumentos lógicos para a existência de Deus: cosmológico (ou da primeira causa), teleológico (ou sintonia fina), moral, razão e ontológico. Esses argumentos não só demonstram logicamente a necessidade da existência de Deus, mas o definem como criador, projetista, pessoal, padrão da moral e da razão, transcendente, onipotente, onisciente e onipresente. Os argumentos da moral e da razão ainda fornecem a verdade de que a razão e a moral só podem existir, de fato, se estiverem baseadas em um padrão transcendente. Assim, sem Deus não há como sustentar a existência de moral, valores e razão. Tudo não passa de ilusão, invenção humana. Temos uma série no RA sobre esses argumentos.

Segundo, aprenda que fatos como a existência de Jesus, seu ministério em Israel, sua morte, seu sepultamento na tumba de José de Arimateia, a tumba sendo encontrada vazia, os relatos de testemunhas afirmando que o viram ressurreto, a crença dos primeiros cristãos de que Ele ressuscitou e o martírio de tais pessoas em nome dessa alegada verdade são considerados fatos históricos. Por quê? Porque são descritos em diversos manuscritos antigos fidedignos dentro e fora da Bíblia. E a análise do conteúdo desses manuscritos passa nos testes básicos de confiabilidade histórica. O conjunto desses fatos históricos exige algumas explicações que só são satisfeitas plenamente se considerarmos que Jesus realmente ressuscitou. Esse é o chamado argumento histórico da ressurreição. Você pode ler um pouco sobre esse argumento aqui no RA também.

Terceiro, aprenda que há argumentos históricos robustos para a confiabilidade do AT e do NT. A ideia de que a Bíblia Sagrada foi adulterada ao longo dos séculos não suporta evidência das milhares de cópias manuscritas antigas com conteúdo básico igual entre si e igual ao que temos hoje, indicando integridade. Estude sobre como a arqueologia comprova diversos relatos da Bíblia também. E busque conhecimento sobre como os chamados livros apócrifos não representam ameaça ao cristianismo.

Quarto, estude o contexto do mundo no Antigo Testamento e das passagens bíblicas do AT, a fim de perceber que o Deus retratado no Antigo Testamento não é cruel. O mundo era diferente, mais agressivo, exigindo ações diferentes de Deus. Estas parecem, aos nossos olhos atuais, incoerentes, mas não o eram para aquele contexto.

Quinto, estude livros sobre interpretação bíblica. Acadêmicos antirreligiosos tem por hábito fazerem interpretações ridículas do texto bíblico, deixando de levar em conta aspectos importante quanto o contexto da passagem, estilo do livro, contexto histórico, idioma, raciocínio lógico, etc. Interpretando de qualquer maneira, pode-se afirmar qualquer besteira à respeito da Bíblia. E se o jovem cristão não estiver preparado, achará que essas besteiras são verdade e expressam mesmo o que a Bíblia diz.

Finalmente, estude sobre o argumento da complexidade irredutível de determinados sistemas dos seres vivos, da impossibilidade de sobrevivência das espécies por anos com sistemas incompletos, da impossibilidade de não-vida criar vida, das confusões promovidas por darwinistas entre adaptação e evolução, do erro de deduzir a existência de macroevolução a partir de pequenas alterações dentro da espécie e do absurdo da hipótese da aleatoriedade criar sistemas complexos com objetivos e funcionais. Estes são argumentos lógicos contra a teoria da macroevolução das espécies.

Para cada campo de estudo desse há uma série de ótimos livros. Ao fim desse guia, irei sugerir alguns que já li e muito me auxiliaram.

Conselho 4: Entenda que existem verdades absolutas

Uma das principais estratégias dos professores universitários para desconstruir a fé dos alunos e fazê-los aceitar o secularismo é fazê-los crer que a verdade não é absoluta. É o que chamamos de relativismo. Segundo o relativismo, verdade é ponto de vista. Cada um tem a sua verdade. Cada indivíduo enxerga de uma maneira. Portanto, não existe um certo e um errado de fato. Os professores tentam vender essa ideia exemplificando como as culturas possuem códigos morais e hábitos diferentes; como as visões de belo e feio, certo e errado, aceitável e inaceitável mudam ao longo do tempo; como um mesmo fato pode ser narrado de modo distinto.

Há, no entanto, graves problemas lógicos no relativismo. Em primeiro lugar, ninguém consegue defendê-lo coerentemente. No momento em que defendo que a verdade não é absoluta, estou fazendo uma afirmação absoluta. Aqui já há uma contradição. Ademais, ninguém consegue viver como se não existissem verdades absolutas. Mesmo o mais relativista dos indivíduos, ao içar doente espera que a bula do remédio realmente diga a verdade sobre o tratamento, não um ponto de vista. Da mesma forma, conquanto diga que não existe certo e errado, o relativista achará errado se eu interromper a sua palestra, se eu violentar a sua filha, se eu roubar os seus pertences. O fato é que ninguém é plenamente relativista no seu cotidiano e nas coisas que lhe são caras.

Em segundo lugar, não é possível que todas as visões de mundo sejam verdadeiras, pois há visões de mundo contraditórias. Ou o ateísmo está certo e não há Deus, ou o teísmo está certo e há Deus. Não podem as duas visões estar corretas. Ou há reencarnação das almas ou não há. Ou Jesus foi Deus ou não foi. O relativismo é intrinsecamente ilógico.

Em terceiro lugar, a existência de pontos de vista, gostos e opiniões não implica que tudo seja questão de ponto de vista, gosto e opinião. Lembro-me que no meu primeiro período de faculdade, em 2011, o professor da disciplina “Retórica e Argumentação” passou umas aulas insistindo que a verdade era relativa. Incomodado, eu perguntei se não havia fatos absolutos. Exemplifiquei que, em 1956, Juscelino Kubitschek assumiu a presidência do Brasil. É um fato inconteste. Ele teve que concordar. Então, explicou que se referia à verdade “doxa”. O fato de que Juscelino assumiu a presidência em 1956 é inconteste, mas sobre este fato cabem várias interpretações e maneiras de narrar. Ora, eu até concordo. Mas repare: o professor só explicou isso depois que eu questionei. Para quem não questionou, ficou a ideia geral de que verdade (seja lá qual) é relativa.

A intenção relativista, na verdade, não é formar relativistas coerentes. Até porque isso não é possível. O intuito é que os alunos enxerguem como relativos algumas crenças, religiões, posturas e instituições específicas, como o cristianismo, a moral judaico-cristã, o ideal de castidade antes do casamento, a família tradicional, a heteronormatividade, os relacionamentos monogâmicos, as igrejas, o conservadorismo e por aí vai.

Em quarto lugar, as diferenças nos códigos morais entre os povos, conquanto possuam sim diferenças, não são tão grandes. Há um núcleo básico. C. S. Lewis trabalha muito bem essa questão no livro “A abolição do homem”, onde faz uma análise profunda do relativismo e seus problemas. Esse núcleo moral básico aponta para duas verdades: (1) há um padrão moral geral do qual descenderam os códigos de cada cultura e (2) o fato de esses códigos poderem ser distorcidos em alguns pontos não implica que a moral seja relativa. Simplesmente aponta para a imperfeição do ser humano. Assim sendo, tenha em mente que existem verdades absolutas, certo e errado, justo e injusto, bem e mal.

Conselho 5: Seja cético (de verdade)

A universidade moderna tenta vender a ideia de que devemos ser céticos. Ser cético é questionar. Até aí, nada demais. A Bíblia também nos instiga a questionar. Uma das passagens que mencionei no primeiro tópico foi Provérbios 14:15, que diz: “O simples dá crédito a cada palavra, mas o prudente atenta para os seus passos”. O problema do ceticismo proposto pela faculdade é seu aspecto unilateral. Ele questiona o cristianismo, a Bíblia, a Igreja e a moral objetiva. Mas não questiona o relativismo, a promiscuidade, a moral subjetiva, o darwinismo, o secularismo, o marxismo, o feminismo, a ideologia de gênero, o progressismo e as ideologias da moda.

Devemos ser céticos de verdade. Questionar não apenas nossas próprias crenças, mas todas as demais. Tudo deve ser avaliado racionalmente, a fim de sabermos se é verdade ou não. E isso vale para as crenças que são caras aos professores secularistas. Vamos mais além. Devemos deixar de ser ingênuos. Se realmente cremos que Satanás existe, opera no mundo há milênios, nos odeia profundamente e controla milhões de demônios, é óbvio que ele fará de tudo para destruir a nossa fé, para nos afastar de Deus e nos lançar na lama do pecado. Não é nenhuma surpresa, portanto, que ele tenha convertido as universidades em locais geralmente anticristãos. Por isso, temos motivos dobrados para esmiuçar tudo o que aprendemos nas aulas.

Será que Satanás não vai mesmo tentar incutir mentiras nos textos da grade curricular, nas falas dos professores e nos discursos dos movimentos sociais da universidade? Será mesmo que no meio de uma enorme guerra espiritual, os professores, os movimentos e a faculdade no geral serão neutros e só falarão a verdade? Crer nisso é ser extremamente ingênuo. Então, questione. Tenha sempre o pé atrás. Só aceite depois de muita análise.

Conselho 6: Tenha uma cosmovisão cristã de tudo

Não basta ao jovem cristão universitário conhecer as razões para a sua fé. Isso foi algo que aprendi já dentro da universidade. Satanás não tenta minar a fé dos cristãos apenas por meio de alunos e professores atacando diretamente a crença em Deus, na Bíblia e no cristianismo. Essa é apenas uma das estratégias utilizadas. Outra estratégia cada vez mais comum (e, sem dúvida, mais útil) é a exposição de determinadas visões de mundo como se fossem as únicas existentes. Essas visões são, obviamente, contrárias à Bíblia, o que empurra o jovem cristão despreparado para um dos dois lados: (1) ou para fora do evangelho, por não conseguir conciliar o que aprende na faculdade com o que a Bíblia diz; (2) ou para a vivência de um evangelho deturpado, repleto de concessões ao mundo e mutações graves em princípios básicos.

O tema do aborto, por exemplo, tem sido sempre exposto pela universidade moderna como uma discussão sobre saúde pública e direito da mulher. Assim, quem é contra o aborto será visto de antemão como alguém que não quer o bem social, nem a garantia dos direitos femininos.

Se o jovem cristão não tiver aptidão para analisar o tema sob a ótica cristã, comprará fácil a ideia de que realmente o que está em jogo no assunto do aborto é apenas saúde pública e direito da mulher. Como a maioria dos cristãos é contra o aborto, isso o levará a antipatizar com a Igreja (e talvez a Bíblia) e a simpatizar com movimentos secularistas favoráveis ao aborto.

Contudo, se o jovem cristão tiver a aptidão de ver as coisas com a cosmovisão cristã, ele perceberá que aborto é uma discussão moral. O que está em jogo é se o embrião/feto no útero é ou não uma vida humana. E tanto do ponto de vista lógico, quanto do ponto de vista bíblico, é uma vida humana. Assim, a Igreja é contra o aborto não por ser contra o bem social ou o direito das mulheres (que nem está em jogo aqui, pois falamos da vida de outro ser além da mulher), mas porque é contra o assassinato de vidas humanas inocentes.

De igual forma, a universidade irá quase sempre pressupor conceitos e análises presentes no marxismo, no feminismo, no darwinismo, na ideologia de gênero e em obras de autores anticristãos como se fossem as únicas visões existentes ou as únicas plausíveis. Em suma, a universidade forjará um conjunto de “verdades absolutas” convenientes ao secularismo e as utilizará na análise de todas as coisas.

A estratégia é eficaz porque não é preciso fazer uma defesa dessas ideias e um ataque direto ao cristianismo. Basta simplesmente os textos da grade curricular e as aulas dos professores empurrarem análises que pressupõe tais ideias, de modo natural, sem que se mencione a existência de outras. Sem defesas e ataques explícitos, os alunos têm a impressão de que não há outras formas de pensar além daquela. No dia em que topa com uma, julga absurdo. E a universidade, por meio de seus textos, disciplinas, palestras, professores e coletivos militantes, trata de concordar: “É absurdo mesmo”.

Se o jovem cristão não se prepara para esse cenário, buscando uma cosmovisão cristã (e, por consequência, lógica) de cada tema, começará a aceitar cada vez mais ideias que colocam a Igreja, a Bíblia e o cristianismo como insuficientes para lidar com as mazelas sociais, preconceituosos, opressores, machistas, etc. O resultado será um dos que já mencionei: ou saída do evangelho ou adaptação do mesmo às pautas secularistas.

O jovem cristão, portanto, precisa ter capacidade de analisar o marxismo, o feminismo, a ideologia de gênero, o aborto, os coletivos da faculdade, a homossexualidade, o conceito de luta de classes, as relações sexuais, o governo, enfim, cada coisa a partir da ótica bíblica, judaico-cristã. Diante de qualquer ideia, análise, visão de mundo ou movimento, algumas perguntas devem ser feitas pelo jovem cristão: de que forma isso se relaciona com a Bíblia? É verdadeiro? É lógico? É racional? É moral? Se coaduna com muitas virtudes exaltadas nas Escrituras? Fere algum princípio bíblico? É plenamente condizente com o evangelho? É puramente bom ou há coisas boas misturadas a coisas ruins? Preciso concordar com tal ideia/análise/visão de mundo/movimento em questão para ser um bom cidadão e impactar positivamente a sociedade? Ou ser um bom cristão é suficiente? O que existe de bom nessa ideia/análise/visão de mundo/movimento é original ou já existia antes no cristianismo e na Bíblia? E o que há de ruim estraga o que há de bom? Se cada coisa for analisada por meio dessas perguntas, a fé será preservada.

Conselho 7: Não compre acriticamente a narrativa do adversário

Este conselho é uma continuação do último. Ter uma cosmovisão cristão de tudo leva à postura de não comprar acriticamente a história contada pelo adversário. E acredite: isso é fundamental para manter a fé. A universidade sempre vai trabalhar a narrativa de que a Bíblia, o cristianismo e a moral judaico-cristã não contribuíram para a sociedade, mas apenas causaram problemas. Por outro lado, os movimentos secularistas são retratados sempre como os únicos responsáveis pelos avanços sociais. Vou dar dois exemplos.

Escravidão. A academia não irá te ensinar que a escravidão era absolutamente normal no mundo antigo e que os hebreus inovaram no cenário mundial ao transformar a escravidão em quase um emprego. O servo, em Israel, ganhou diversos direitos e garantias que não existiam em outros povos, como o de fugir, o de jamais poder ser mutilado, um pequeno salário, a possibilidade de receber herança e até uma espécie de rescisão ao ser liberto. Também ganhou o direito de descansar todos os sábados, nas sete festas religiosas anuais e no feriado da lua nova em cada mês. As garantias geraram uma consciência distinta nos israelitas ao longo do tempo, preparando-os para, contra toda a cultura mundial, se tornarem contrários à escravidão um dia. E isso tudo está na Bíblia.

A academia também não te ensinará que a consciência antiescravagista se desenvolveu ainda mais quando os primeiros israelitas/judeus aceitaram a Jesus como Messias, passando a viver uma mensagem que promovia com força a dignidade de todos os seres humanos diante de Deus. Assim, os primeiros cristãos fincaram uma moral elevada capaz de fazer as demais gerações olharem com desprezo para a ideia de servidão. E isso também está na Bíblia.

A academia não te ensinará que esses primeiros cristãos, por sua influência, acabaram com a escravidão em todos os locais que evangelizaram. Ela, no entanto, permaneceu nos locais em que o evangelho não chegou ou foi expulso (como no caso do norte da África, que começou a ser tomado por islâmicos depois do sétimo século).

A academia também não te ensinará que a escravidão voltou em terras cristãs não por conta de incentivo bíblico, mas por uma degradação moral da Igreja pelo fim da idade média. Isso levou, no período das grandes navegações, navegadores pouco escrupulosos a entrar em maior contato com tribos africanas que ainda praticavam a escravidão entre si. E, movidos pela ganância e um espírito hipócrita de superioridade, aceitaram negociar com essas tribos os seus escravos. Assim, a escravidão, há tanto abolida em terras cristãs, retornou ao mundo todo com força. Em suma: maus cristãos influenciados por práticas não cristãs infestaram a cultura de uma terrível imoralidade que já havia sido superada por causa de cristãos verdadeiros. A academia não te dirá isso, pois seria reconhecer que o problema não está na Bíblia e nos bons cristãos, mas no desvio dela.

Felizmente, a academia não te dirá que em todas as eras existiram milhares de bons cristãos e que muitos deles, opondo-se à escravidão, forçaram a queda da prática nação por nação. Isso não será enfatizado.

Feminismo. A academia não te dirá que a Bíblia está repleta de textos no Antigo e no Novo Testamento defendendo a dignidade da mulher e criticando a prática de oprimir a esposa. Também não dirá que baseado nesses textos, muitas cristãs e cristãos antes do feminismo existir lutaram para que a mulher fosse vista dignamente. A academia não dirá que boa parte das mulheres que lutaram pela dignidade feminina nos EUA nos séculos 18 e 19 eram fortemente cristãs e basearam sua luta no evangelho, não em ideologias e movimentos seculares.

Em suma, qualquer narrativa tenderá a colocar a Bíblia, o cristianismo e os bons cristãos ou como inúteis ou como opressores. Ideais como direitos humanos, divisão de poderes e até estado laico, que possuem raízes cristãs, serão colocadas como oriundas apenas do secularismo. Trata-se de uma reescrita da história, em voga desde o iluminismo, e que irá fazer a cabeça do jovem cristão despreparado, pois será apresentada como a única verdade existente. É preciso, portanto, não comprar narrativas acriticamente, mas buscar saber se elas realmente são totalmente ou parcialmente verdadeiras. Em geral, não são.

8) Tenha em mente que a cosmovisão cristã é verdadeira e logicamente superior

Isso soa arrogante? Mas não é. Se algo é verdade, é superior à mentira. E manter isso em mente nos ajuda de duas maneiras. Primeira: não caímos no engodo do relativismo, onde todas as crenças tem igual valor. Não tem. Podemos (e devemos) respeitar crenças diversas, desde que não causem dano à terceiros. Mas a crença na verdade sempre será superior à crença na mentira. E se cremos ter a verdade, obviamente devemos crer que ela é superior.

Segunda: não caímos na pressão social. Um dos maiores problemas do jovem é desejar ser aceito em grupos sociais a qualquer custo. Historicamente isso tem levado jovens a fazerem coisas idiotas, bizarras, perigosas, imorais e autodestrutivas. O que esses jovens muitas vezes têm em comum é uma visão inferior de suas crenças e, por consequência, de si mesmos. Esse tipo de jovem olha para os demais e entende os seus hábitos e ideias como legais, descolados, interessantes, inteligentes. Eis o x da questão. Não queremos fazer aquilo que é ridículo e idiota, mas aquilo que é legal e inteligente. Então, é preciso que enxerguemos nossas crenças como superiores e lógicas. Para isso, como já foi dito, devemos estudá-las, o que nos fará encontrar a lógica delas. Uma vez que isso seja feito, qualquer pessoa que nos apresentar algo que não faz sentido, nos soará ridículo. Isso inverte a situação. Eu não verei mais determinado grupo de jovens como superiores e eu como o bizarro excluído. Verei o determinado grupo de jovens como bizarros e eu como superior em matéria de crenças.

Não se deve, obviamente, confundir essa estratégia com soberba e falta de amor. A ideia não é você se sentir superior em matéria de moral, santidade, dignidade, inteligência, direitos, etc. A ideia é você sentir que suas crenças são superiores. Mas se você é um verdadeiro cristão, este fato não deve fazer de você um soberbo. Ao contrário, você deve se compadecer dessas pessoas e perceber que você também poderia ter aquelas ideias bizarras. Assim, sua obrigação é compartilhar com essas pessoas o que você sabe, com todo o amor e paciência. Não basta ter razão. É preciso amar e saber ensinar.

9) Entenda que Deus não é só uma ideia

Eu passei até agora conselhos voltados para a área intelectual. Por quê? Porque quando entramos na faculdade, somos atacados intelectualmente mais do que em qualquer outro lugar na sociedade. Como os jovens cristãos não tem sido bem preparados para isso, caem facilmente diante desses ataques. Entretanto, a fé possui dois lados: o racional e o sensitivo. Os dois são igualmente importantes. Se alimento só o lado sensitivo, no dia em que eu não estiver bem, em que eu sentir Deus distante, em que os problemas me sufocarem, Satanás pode me atacar intelectualmente. Como não tenho base racional, me verei com uma fé que não sente mais Deus e também não tem razão para crer. É o que ocorre com muitos jovens. Contudo, se alimento apenas o lado racional, Deus se torna apenas uma ideia para mim, tal como a fórmula de Bhaskara ou o teorema de Pitágoras.

O problema de enxergar Deus só como uma ideia é que Ele é muito mais que isso. Ele é um ser pessoal, consciente, inteligente e amoroso. Isso implica que devemos ter uma relação pessoal com Ele. Tratá-lo como apenas uma ideia é como ser casado, mas não conversar, não sair, não ficar com seu cônjuge. Um dia o seu amor por ela/ele vai esfriar e acabar. Você será casado na teoria, mas não na prática.

Enxergar Deus apenas como uma ideia não só é inútil para a vida espiritual, como é uma porta aberta, escancarada, para a perda até mesmo da parte racional da fé. Quem não se relaciona com Deus está sem proteção espiritual contra os ataques do Diabo. Ele pode arrancar a parte racional da sua fé através de mil sofismas engenhosos ou mesmo através de maus dias. Não se deve subestimar as emoções. Se você não está bem e não conta com Deus para te fortalecer, o sofrimento facilmente pode retirar o restinho de razão que você possuía, tornando-o um imbecil para as coisas de Deus.

Então, sim, o preparo espiritual é imprescindível. Você necessita se manter firme em oração, contemplar e refletir na Palavra de Deus, ouvir e cantar louvores, estar sempre perto de amigos cristãos, admirar a natureza lembrando que Deus é o Criador, meditar na cruz e na bondade divina, buscar o Espírito Santo na sua vida, orar pelos outros, ajudar quem precisa, pregar o evangelho, frequentar cultos, ouvir sermões, alegrar-se nas coisas de Deus, pensar nas coisas lá do alto, lembrar-se que a vida terrena não é tão importante quanto a vida vindoura, etc.

Tudo isso deve ser feito não meramente como obrigação (embora também seja), mas como fruto de relacionamento. E a base de um relacionamento é o diálogo. Assim, suas orações precisam ser conversas sinceras, autênticas e detalhadas com Deus. Nada muito formal (embora também não desrespeitoso). Deus é o Senhor do Universo, mas também pai, noivo e amigo. O diálogo com Ele deve expressar intimidade. Não apenas peça e agradeça, mas também conte seu dia. Não fale só de coisas super importantes. Fale de minúcias. Não o deixe fora de nada. Conte tudo e peça orientação sempre. Compartilhe sua vida com Ele. Todos os dias. Várias vezes ao dia. Esta é a base. Fazendo isso e se preparando intelectualmente, você terá uma fé completa, capaz de resistir incólume aos ataques satânicos dentro da universidade. Não é difícil, mas requer disposição.

Indicação de textos do Reação Adventista e livros de autores diversos

Sim, eu poderia pensar em algum outro conselho para terminar esse texto com o belo número dez. Mas não consegui pensar em nenhum e numerologia, neste caso, não é algo relevante. Então, eu termino esse texto com uma lista de textos do Reação Adventista e de livros de diversos autores que já li (total ou parcialmente) e que, estou certo, são úteis para o jovem cristão que está para entrar numa universidade ou que já entrou.

Separei 50 textos do Reação Adventista e 70 livros. É uma seleção. Tem ainda muito mais material interessante que não tem como incluir por motivos óbvios de redundância e espaço. O que tem aqui é mais que suficiente para o leitor se orientar bem. Coloquei numa ordem que julgo adequada para quem está começando no assunto. E todos estão separados por temas.

– Textos do Reação Adventista:

Tema 1: Existência de Deus e Racionalidade

1) Entendendo corretamente fé e razão

2) Ateus desconhecem o inimigo que combatem

3) Série Existência de Deus – Parte 1: Argumento Cosmológico

4) Série Existência de Deus – Parte 2: Fugindo do óbvio

5) Série Existência de Deus – Parte 3: Argumento Teleológico

6) Série Existência de Deus – Parte 4: Argumento Moral

7) Série Existência de Deus – Parte 5: Um mundo amoral

8) Série Existência de Deus – Parte 6: Argumento da Razão

9) Série Existência de Deus – Parte 7: A possibilidade lógica de milagres

10) Série Existência de Deus – Parte 8: Argumento da Ressurreição

11) A necessidade da morte de Cristo

Tema 2: Cristianismo, Igreja, cultura, secularismo e relativismo

12) Como As Crônicas de Nárnia me ensinaram sobre o que é ser cristão

13) Caso Dienny: liberdade acadêmica triunfa sobre o patrulhamento ideológico

14) Vida sem sentido (ou: por que muitos jovens vivem uma ficção?)

15) Sobre a retratação do belo e do grotesco no campo das artes

16) A beleza de um ideal

17) A ofensa de um ideal

18) O que dissidentes, desigrejados e quakers têm em comum? – A busca romântica por um passado que nunca existiu

19) Podemos julgar os outros?

20) Se precisar, não seja o “cara legal”

21) A Reforma segue em nossas mãos

22) Doze verdades históricas inconvenientes

Tema 3: Aborto

23) Precisamos falar (teologicamente) sobre o aborto

24) Análise de textos supostamente favoráveis ao aborto

25) O status do nascituro na Bíblia

26) A ciência e a Bíblia contra o aborto

Tema 4: Feminismo

27) O que entendemos por feminismo?

28) Alicia Keys e a loucura do feminismo moderno

29) É feminismo, não cristianismo

30) 21 posturas que o feminismo atual precisa tomar se quiser ser relevante

31) Assistência e justiça sociais na Igreja: um princípio orotodoxo

Tema 5: Ideologias políticas

32) O Homo spiritualis e as religiões políticas

33) O problema moral e espiritual do agigantamento do Estado

34) O que a Bíblia diz sobre governos com grande concentração de poder?

35) O comunismo tal como apresentado em “O Manifesto do Partido Comunista”

36) O cristão não deve ser socialista (e há boas razões para isso)

37) Não, Jesus não era (nem de longe) um revolucionário

38) Sempre haverá pobres na terra

39) O que podemos aprender com a história do jovem rico

40) Você realmente sabe o que é capitalismo?

41) Você realmente sabe o que é convervadorismo?

42) A suficiência da Bíblia e do Evangelho de Cristo (ou: Idolatria à político e fé em Ideologia não são coisas de cristão)

43) Projeções sobre o fim do mundo

Tema 6: Verdades Polêmicas

44) A Bíblia e a homossexualidade

45) O mito do inferno eterno – Parte 1

46) O mito do inferno eterno – Parte 2

47) A invenção do catolicismo e do protestantismo – Parte 1

Tema 7: Armas de fogo e autodefesa

48) Sete razões pelas quais usar armas de fogo não é pecado

49) A IASD proíbe o uso de armas de fogo em sua declaração oficial?

50) O cristão pode usar armas de fogo, reagir e se proteger?

– Livros de autores diversos:

Tema 1: Existência de Deus e Racionalidade

1) “Não tenho fé suficiente para ser ateu”, Norman Geisler e Frank Turek;

2) “Cristianismo Puro e Simples” , C. S. Lewis;

3) “Em Guarda”, Willian Lane Craig;

4) “Apologética para Questões difíceis da vida”, Willian Lane Craig;

5) “Milagres”, C. S. Lewis;

6) “Apologética Contemporânea”, William Lane Craig; 

7) “A abolição do homem”, C. S. Lewis.

8) “Os Quatro Amores”, C. S. Lewis.

9) “A Caixa Preta de Darwin”, Michael Behe;

10) “Deus Existe”, Antony Flew.

11) “A ciência descobre Deus”, Ariel Roth

12) “Origens”, Ariel Roth.

13) “Darwin no banco de réus”, Phillip E. Johnson.

14) “Evidência que exige um veredito”, Josh Macdowell

15) “O Fator Melquisedeque”, Don Richardson;

16) “A história da vida”, Michelson Borges.

Tema 2: Veracidade da Bíblia e Resolução de Dificuldades

17) “Escavando a Verdade”, Dr. Rodrigo P. Silva.

18) “Uma história politicamente incorreta da Bíblia”, Robert Huntchinson.

19) “A verdade sobre o cristianismo”, Dinish D’Souza.

20) “Jesus, o maior filósofo que já existiu”, Peter Kreeft.

21) “Supostamente Cruel”, Davi Caldas.

22) “O Deus da Bíblia é Cruel?”, Paul Copan.

23) “Merece Confiança o Novo Testamento?”, F. F. Bruce.

24) “Os Evangelhos Perdidos”, Darrell Bock.

25) “Quebrando o Código da Vinci”, Darrell Bock.

26) “A heresia da ortodoxia”, Andreas Kostenberger e Michael Kruger

27) “Manual Popular de Dúvidas Enigmas e ‘Contradições’ da Bíblia”, Norman Geisler e Thomas Howe.

28) “O Problema do Sofrimento”, C. S. Lewis.

29) “A anatomia de uma dor”, C. S. Lewis.

30) “Segredos do Alcorão”, Don Richardson.

31) “Filosofia e Cosmovisão cristã”, William Lane Craig e J. P. Moreland.

Tema 3: Discussões Internas no Cristianismo

32) “Crenças Populares”, Samuele Bacchiocchi

33) “Do Sábado para o Domingo”, Samuele Bacchiocchi.

34) “Tempo de Esperança”, Mark Finley.

35) “O Grande Conflito”, Ellen White.

36) “A Trindade”, W. Whidden, Jerry Moon e Jonh W. Reeve.

37) “Em busca de identidade”, George Knight

38) “Questões sobre doutrinas”, Leroy E. Froom e outros.

39) “Cartas do Inferno”, C. S. Lewis.

40) “Eu costumava a ser perfeito”, George Knight.

41) “A visão apocaliptica e a neutralização do adventismo”, George Knight.

42) “Teologia da Reforma”, Mattew Barret (org).

43) “História da reforma”, Carter Lindberg (org).

44) “Tratado de Teologia Adventista do Sétimo Dia”, autores diversos.

Tema 4: Escatologia 

45) “Uma Nova Era segundo as profecias de Daniel”, C. Mervyn Maxwell.

46) “Uma Nova Era segundo as profecias de Apocalipse”. C. Mervyn, Maxwell.

47) “Apocalipse 13”, Marvin Moore.

48) “O Último Império”, Vanderlei Dorneles

49) “Em Busca de Identidade”, George Knight.

50) “Profecias Surpreendentes”, Hebbert E. Douglass.

Tema 5: Literatura

51) “As Crônicas de Nárnia” (ler os sete livros do compêndio), C. S. Lewis .

52) “Irmãos Karamazov”, Dostoiévski

53) “O Cão dos Baskerville”, Sir Arthur Conan Doyle.

54) “Um Estudo em Vermelho”, Sir Arthur Conan Doyle.

55) “O Vale do Terror”, Sir Arthur Conan Doyle.

56) “O Signo dos Quatro”, Sir Arthur Conan Doyle.

57) Todas os 56 contos curtos de Sherlock Holmes – Sir Arthur Conan Doyle.

Tema 6: Sociedade

58) “O que se vê e o que não se vê”, Frederic Bastiat.

59) “A lei”, Frederic Bastiat.

60) “O Caminho da Servidão”, Friedrich Hayek.

61) “Cálculo econômico sob o socialismo”, Ludwig Von Mises

62) “As seis lições”, Ludwig Von Mises.

63) “Pare de acreditar no governo”, Bruno Garschagen.

64) “A Nova Era e a Revolução Cultural” (ler só do segundo capítulo em diante), Olavo de Carvalho.

65) “O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota”, Olavo de Carvalho.

66) “Parcialidade: como a mídia distorce as notícias”, Bernard Goldberg.

67) “Mentiram para mim sobre o desarmamento”, Bene Barbosa e Flavio Quintela

68) “A influência do gramscismo no pensamento e na atividade de jornalistas de esquerda à época do regime militar” (meu TCC apresentado em 2017. Devo publicar em forma de livro em breve), Davi Caldas.

Tema 7: Devocional

69) “Tudo para Ele”, Oswald Chambers.

70) “Caminho a Cristo”, Ellen White.