Por Davi Caldas

Pedofilia é doença ou não é? Esse definitivamente não é o centro da discussão quando o tema é relações sexuais entre adultos e crianças. Do ponto de vista da guerra semântica (falei disso aqui), quando um progressista afirma que a pedofilia é doença não está querendo dizer que pedófilos possuem alguma inclinação natural a sentir atração por crianças. Eles estão querendo dizer que um pedófilo não deve ser tratado como um criminoso, mas como um sofredor preso a uma tendência natural. E uma vez que é “natural”, por que deveria ser reprimida? A partir daí, vem as desconstruções: “Mas se a criança consentir? Se a criança achar bom? Se os dois saírem felizes? Os animais também não fazem assim? É natural, por que seria errado?”.

Sim, tudo isso está embutido no termo “doença”, quando usado por um progressista. A confusão e a ambiguidade são propositais. Se escorado na parede, o progressista dirá que pedofilia é a atração, não o ato. Mas, na prática, ele quer que a sociedade entenda o próprio ato como doença, de modo a ser desculpável. Assim como uma pessoa não tem culpa de ter tendência natural a ser nervoso, por algum gene, não teria culpa por ter espancado alguém. Confunde-se propositalmente, em um termo ou expressão ambíguos, a propensão natural com o ato.

Uma vez que se mude o pensamento das pessoas, chegando a ver com pena o “pobre” pedófilo que não conseguiu se segurar, o próximo passo é questionar se realmente estamos falando de uma doença. Como já disse, o raciocínio é que se é natural, não pode ser errado.

Assim, quem se apega ao dado técnico da questão, desejando ser academicamente preciso, não percebe estar no meio de uma guerra semântica. Não importa para o progressista provar que a psicologia ou psiquiatria descobriu algo no cérebro dos pedófilos que predispõe à atração por crianças. O que importa é tornar o pedófilo desculpável por seus crimes até conseguir naturalizar a pedofilia.

O outro lado desse processo já começou faz décadas: é a adultização e erotização das crianças. Há um esforço gigantesco do progressismo para sexualizar crianças, para ofertar sexo em idades cada vez mais tenras. Uma vez que crianças estejam sexualizadas já com cinco anos de idade, o caminho para ver a pedofilia como algo normal está pavimentado. A criança quer, o adulto quer, deixe acontecer. Essa é a ideia.

Acha nojento e irreal? Mas esse tipo de argumentação não é nova. Nem no campo da pedofilia, nem em outros campos da sexualidade. Sempre houve entre os progressistas quem flertou, em cada geração, com algum tipo de liberdade sexual. Isso tomou maior impulso a partir dos anos 60 e 70, com toda a onda de revolução sexual, incentivo ao divórcio, sexo livre, homossexualidade, poliamor, drogas, aborto e outras pautas de cunho mais cultural. Os progressistas perceberam, por influência de utores como Foucault, Marcuse, Adorno, e gente mais antiga, como Antonio Gramsci, que moldar a cultura para destruir a tradição judaico-cristã e as bases ocidentais, era o caminho mais eficaz para criar a tão sonhada revolução.

Então, a defesa de novos modelos de relação sexual e quebras de “tabus” tem sido bastante comuns nos meios acadêmicos desde então. Ora, o que se cria nos meios acadêmicos, acaba reverberando na sociedade em algum momento. A pedofilia, uma hora acabaria chegando à pauta também. Para quem é observador, nada que surpreenda.

Ao fim desse breve texto, vão alguns links que podem ambientar melhor o leitor a respeito desses fatos. São sites oficiais pró-legalização da pedofilia, artigos sobre o tema, matérias sobre esses movimentos pelo mundo e até livro fazeno apologia. E isso é só um pequeno apanhado. A suma é: não há nada tão ruim nesse mundo que não possa piorar.

Nunca se surpreenda. O que hoje é absurdo, daqui alguns anos pode não ser mais. Essa é a mesma estratégia usada por Satanás a milênios. Já deveríamos ter percebido.

http://www.agrandepescaria.com.br/?p=1349

https://www.nambla.org

https://www.ipce.info

http://tradutoresdedireita.org/o-incesto-e-a-necrofilia-devem-ser-legalizados-de-acordo-com-a-juventude-do-partido-popular-liberal-sueco/

https://bdjur.stj.jus.br/jspui/bitstream/2011/25112/olhar_critico_ativismo_pedofilo.pdf

http://repositorio.unicamp.br/bitstream/REPOSIP/270551/1/Tafarello_PauloCesar_D.pdf