Por Davi Caldas

Escrevi esse texto com o seguinte objetivo: orientar adventistas que creem no dom profético dado a Ellen White a utilizar e aplicar os escritos dela de maneira coerente com a Bíblia, o protestantismo, o adventismo e as próprias orientações dela. Há muitos adventistas utilizando e aplicando os escritos dela de uma forma que contradiz a Sola Scriptura, as regras básicas de interpretação textual, o bom senso, os conselhos da própria Ellen White e a teologia oficial adventista. Isso é um problema prático antigo e amplo no adventismo, mas que tem sido combatido por muitos teólogos de renome da IASD e alguns leigos bem instruídos. Eu tenho trabalhado junto a estes para desfazer mitos e ajudar nossa congregação.

O próximo texto que publicarei buscará orientar adventistas, ex-adventistas e não adventistas que descrêem do (ou possuem “um pé atrás” em relação ao) dom profético dado a Ellen White. O intuito será fazê-los entender melhor o que a Bíblia ensina sobre aceitação e análise de profetas extracanônicos, e de que forma a doutrina bíblica da continuidade dos dons (incluindo o dom profético) não contradiz o princípio protestante da Sola Scriptura.

O intuito geral dos dois textos é gerar um entendimento melhor entre adventistas e os demais protestantes, desfazer alguns mitos sobre a doutrina adventista e combater dois extremos errôneos: (1) entender Ellen White como tendo a mesma função que a Bíblia, matando assim a Sola Scriptura; e (2) desprezar a possibilidade de Deus dar revelações e inspiração a pessoas fora da Bíblia. Os dois textos formam um conjunto. Inicialmente eles eram um só, aliás. Mas resolvi desmembrá-los para que ficarem menores. Talvez assim mais pessoas se animem a lê-los. 

Pontapé inicial: a Sola Scriptura

Vou começar esse texto relembrando o seguinte: durante toda a história da Igreja Adventista do Sétimo Dia (IASD), a única uma única visão que reinou a respeito da função da Bíblia na vida do cristão protestante: ela é a única regra de fé e prática doutrinárias em nossa vida. Não há outra regra, nem credo. Ademais, ela é o padrão para julgar quaisquer filosofias, hábitos, doutrinas e informações. Se algo contradiz a Bíblia, não é verdade e deve ser deixado de lado. Isso implica que não é a Bíblia que deve concordar com os escritos de Ellen White. São os escritos de Ellen White que devem concordar com a Bíblia. Isso, aliás, é o que a própria Ellen White ensinava. Se você duvida de mim, pode ler outros textos que já postei sobre o assunto, nos quais cito diversos textos de Ellen White e de teólogos adventistas dizendo isso (como “O problema fatal de muitos adventistas”, “Sobre o mau uso de Ellen White”, entre outros).

Relembrado este fato, as questões são: como esse princípio nos ajuda na prática? E quais são os problemas que podemos ter se invertermos essa relação? É o que vamos ver a partir de agora.

Da saúde ao fanatismo

Ellen White passou a maior parte da vida enfatizando a relevância do cristão reformar a sua saúde. Já expliquei em textos meus que o principio do cuidado com a saúde física é bíblico (e lógico). Também já expliquei que outros movimentos e pessoas cristãs um pouco antes de Ellen White já estavam se despertando para o tema, embora, com o tempo, apenas o adventismo seguiu enfatizando essa mensagem de modo amplo e sistemático. Em suma, não é doutrina nova criada por Ellen White. Mas sigamos.

Um dos tópicos que ela enfatizava era o benefício de deixar o alimento cárneo. Ela tinha cinco argumentos principais para isso: (1) Deus está conduzindo os cristãos, nos últimos tempos, a ter uma dieta mais próxima da original (que era vegetariana e naturalista); (2) as carnes têm apresentado pior qualidade, pois os gananciosos criadores de animais têm vendido animais doentes; (3) uma dieta mais baseada em frutas, legumes e verduras é melhor para a saúde; (4) uma saúde física melhor auxilia numa saúde moral e espiritual de maior qualidade; (5) não devemos ser escravos do apetite e, portanto, a carne não deve ser um ídolo para as pessoas (assim como nenhum outro alimento).

Se usarmos o princípio de que a Bíblia é nosso padrão, nosso entendimento dos conselhos de White será o seguinte: não é pecado comer carne, pois a Bíblia não diz que é. Ao contrário, ela até repreende os que proibiam o que Deus liberou. Entretanto, uma vez que o hábito de comer carne tem se tornado mais nocivo e que posso obter melhor saúde me abstendo, é aconselhável prosseguir nesse estilo de vida. Note: nem Bíblia, nem lógica, nem ciência, nem bom senso, nem Ellen White foram contraditos aqui.

Agora, o que acontece se não colocarmos a Bíblia em primeiro lugar? Mais ou menos o seguinte: o adventista lerá alguns textos fortes e isolados de Ellen White em relação à carne e pensará que comer carne é um pecado ou quase isso. Então, estipulará como princípio para si a abstenção completa. Um princípio é, por definição, algo que não pode (no sentido moral) ser quebrado. A quebra de um princípio equivale, portanto, a um erro, uma falha, um pecado. Como um alcoólatra, então, esse adventista começará a contar quanto tempo está sem comer carne. Um dia, conforme acontece com muitos, esse adventista talvez transgrida seu princípio pessoal e coma carne. Nesse dia, ele se sentirá extremamente culpado, sujo, pecador. Ele falhou na missão. Ele falhou em seu progresso de santidade. “Lá se foram dois anos, três meses e dez dias sem comer uma grama de carne! Não sou mais um vegetariano! Sou um escravo do apetite!”.

E agora? Em geral, dois caminhos se abrem na mente desse adventista: (1) começar a contar tudo de novo e se fechar mais para as “tentações” ou (2) concluir que não consegue ser fiel e “chutar o balde”, passando a comer carne habitualmente de novo e agora com bastante descontrole. Talvez você já tenha percebido os erros dessa postura, mas vamos analisar juntos.

Primeiro: abstenção de carne não é e não pode ser tratado como princípio, pois a Bíblia não trata dessa maneira. Abstenção de carne deve ser tratada como hábito. A diferença entre hábito e princípio é gigante. Por exemplo, suponhamos que uma pessoa decida caminhar todos os dias, de domingo à sexta, pela manhã. Uma vez a cada dois ou três meses, essa pessoa deixa de caminhar em um dia porque dormiu mais tarde na noite anterior. Mas no dia seguinte, volta a caminhar normalmente, ficando mais uns dois ou três meses sem “faltar” um dia. Pergunta: quando essa pessoa falta um dia, podemos dizer que ela perdeu o hábito de caminhar todos os dias? É óbvio que não. O hábito diz respeito à postura geral, não a atos isolados.

Transpassando isso para a questão da carne: se alguém não come carne há dois anos e um dia resolve aceitar um pouco de carne na casa de um amigo, por exemplo, isso não muda em nada o fato de que ela não tem hábito de comer carne. Não muda em nada o fato de que ela passou dois anos sem comer. E não muda em nada a capacidade dessa pessoa de terminar aquela refeição e passar mais seis meses, um ano ou dois anos sem comer carne de novo.

Segundo: contagem não é sinal de santificação. A pessoa que vê a abstenção de carne como um princípio, supervaloriza a contagem. Na sua cabeça, quanto mais tempo ela ficar sem comer carne, mais isso demonstrará que ela está progredindo no processo de santificação. Mas essa ideia não é bíblica, nem lógica (tampouco tem base em Ellen White). Deus não tem interesse em se você está há dois anos sem comer carne ou há duas semanas. Ele quer apenas que você tenha uma postura geral de cuidar da saúde, não ser escravo do seu apetite e não necessitar de nenhum alimento em específico para se sentir feliz. Esses são os reais princípios bíblicos que Deus almeja ver no cristão. A carne não precisa ser “repugnante” para um cristão. Ela precisa ser apenas inócua, desnecessária, irrelevante. O bom cristão não faz questão de carne, nem de coisa alguma para ser satisfeito.

Terceiro: se após muito tempo sem comer carne (ou açúcar, ou qualquer outra coisa), o ato de comer de novo faz alguém sentir culpa e tornar-se paranóico ou resolver “chutar o balde”, isso é sinal de imaturidade espiritual. Em um extremo, o indivíduo foca tanto em seu ato que acaba criando uma relação legalista com a reforma de saúde; no outro extremo, o indivíduo demonstra que seu coração não mudou e ele continua escravo de um comportamento viciado, compulsivo e autodestrutivo. O cristão maduro, por sua vez, simplesmente continuará sua vida normalmente, sem culpa, sem paranóia, sem vícios e mantendo seus hábitos saudáveis. Um pedaço de carne (ou um bolo, ou uma pizza, ou um sorvete) em um dia isolado não mudará em absolutamente nada os hábitos construídos até ali.

Quarto: se a interpretação da Bíblia já é feita de modo errôneo pela maioria dos cristãos em pelo menos um tópico bíblico (e isso inclui adventistas), a interpretação dos escritos de Ellen White é feita de modo dez vezes mais errôneo pela maioria dos cristãos e dos adventistas. O adventista vegetariano do exemplo que ofereci faz as duas coisas. Na realidade, seu sistema interpretativo é uma piada de mau gosto: ele interpreta Ellen White fora dos contextos e depois usa sua interpretação errônea para interpretar a Bíblia Sagrada. São três erros: (a) não observar os contextos na hora de interpretar Ellen White; (b) achar que devemos interpretar a Bíblia com base em Ellen White; (c) por conseqüência, matar os contextos na hora de interpretar a Bíblia. No fim das contas, quem está falando? A Bíblia? Não. Ellen White? Também não. Está falando apenas a má interpretação do irmão.

Em suma, é preciso colocar a Bíblia em primeiro plano e atentar para uma interpretação da Bíblia e dos escritos de Ellen White que não mate os contextos. Eu já pincelei um pouco desse tema dos contextos em outros textos e pretendo elaborar um artigo especificamente sobre isso, com vários exemplos práticos.

Confusão de luzes

Ellen White tentava explicar sua missão dizendo que ela era a luz menor que conduzia à luz maior (a Bíblia). Alguém pode se perguntar: “Para quê precisamos de uma lanterna quando temos o sol?”. Se você está no sol, não faz sentido mesmo. Mas se você está num quarto trancado e escuro, ter uma lanterna pode te ajudar a abrir a porta e sair para o sol. A maioria dos cristãos passa a vida inteira lendo a Bíblia e mesmo assim demora anos para perceber certas coisas óbvias nela. Ter alguém para apontar isso, seja um pastor, um devocional, um folheto, um livro, um trabalho acadêmico, um amigo, um parente ou um profeta extracanônico, não parece algo ruim. Creio ser esse o sentido de ser “luz menor” na vida de alguém.

Agora, há muitos adventistas que fazem confusão entre as luzes. Se há uma discussão teológica sobre qualquer coisa, alguém logo pergunta: “Mas o que Ellen White diz sobre o assunto?”. Se há uma dúvida (pessoal ou coletiva) sobre se algo pode ou não ser feito, ou se deve ou não ser feito, ocorre a mesma coisa: “O que Ellen White diz?”. A luz maior é a Bíblia. Então, a pergunta deve ser: “O que a Bíblia diz?”. Se, porventura, uma pessoa já pesquisou na Bíblia e não conseguiu chegar a uma conclusão, aí é válido buscar ajuda. Neste caso, a pergunta passa a ser: “Será que Ellen White viu algo na Bíblia sobre esse tema que eu não consegui perceber?”. Esse é o ponto. Quer ouvir pastores adventistas falando isso? Então, assista os vídeos do Wilson Paroschi e do Fabio Matinez sobre o tema.

E talvez algum adventista pergunte: “Então, só devo ler Ellen White se eu não conseguir achar uma resposta na Bíblia?”. Não, não foi isso que eu disse. Você pode e deve ler os escritos dela com frequencia, independente de ter dúvidas ou não. O que você não pode fazer é usar os escritos dela como Bíblia. E isso serve para qualquer escritor, tenha o dom de profecia ou não. A Bíblia é o padrão. Só ela pode ocupar esse lugar.

Sola Scriptura, bom senso e obediência

Há outro ponto que precisa ser observado pelos adventistas que creem no dom profético de Ellen White: não devemos usar seus escritos em toda e qualquer circunstância. Há pelo menos três razões para isso: (1) nossa crença no princípio da Sola Scriptura; (2) bom senso; (3) instruções da própria Ellen White. Em relação ao primeiro ponto, note que não só a IASD se diz adepta da Sola Scriptura desde sempre, como, de fato, todas as suas doutrinas (atualmente expressas no documento 28 Crenças Fundamentais) são total e exclusivamente oriundas da Bíblia Sagrada. A IASD não possui doutrinas advindas de outra fonte. Sendo assim, não faz sentido algum citar Ellen White para provar doutrinas em circunstâncias como debates, estudos bíblicos, pregações ou conversações informais. Doutrina se prova com a Bíblia e a Bíblia é suficiente.

No próximo texto, vamos trabalhar a diferença entre doutrina e informação. Mas, para o momento, basta ter em mente isso: não há doutrinas defendidas pela IASD com base em visões de Ellen White. As doutrinas têm fundamentação bíblica e isso pode ser atestado na supracitada Declaração das 28 Crenças Fundamentais.

Em relação ao segundo ponto, é preciso lembrar que nem todos estão preparados para aceitar que Ellen White era realmente profetisa. Assim, por amor a estes, devemos ter o bom senso de não citar Ellen White o tempo todo (sobretudo como fonte de alguma informação que só pode ser aceita crendo-se nela). Esses pormenores são desnecessários para salvação e santificação, não carecendo ser mencionados em qualquer contexto. Sua menção gera efeito oposto ao desejado: incomoda, choca e gera antipatia por Ellen White e pelos adventistas. Se queremos que as pessoas se abram para a possibilidade de Ellen White ter sido realmente profetisa, devemos enfatizar não suas informações adicionais, mas a fidelidade adventista à Bíblia.

Quanto ao terceiro ponto, em vários textos mencionei passagens dos escritos de Ellen White exaltando a Sola Scriptura; repreendendo quem queria usar seus escritos para resolver debates teológicos; solicitando que os sermões fossem bíblicos; aconselhando a não usar seus escritos no trabalho público, mas provar tudo a partir da Bíblia; instigando as pessoas a estudarem e aplicarem a Bíblia em suas vidas, em vez de simplesmente citar seus estudos; e, claro, pedindo o uso do bom senso. Então, quando agimos de maneira diversa, estamos desrespeitando a própria Ellen White.

O Espírito de Profecia

Por falar em bom senso, um exemplo de vício que a maioria dos adventistas possui e que só serve para manchar a nossa reputação diante dos cristãos (em especial, dos protestantes) é o de chamar os escritos de Ellen White de “Espírito de Profecia”. Pelo amor de Deus, pessoal! Espírito de Profecia significa “o Espírito que dá a profecia” ou ainda “o Dom de Profecia dado pelo Espírito”. White não é o dom de profecia. Ela teve esse dom. White também não é a única que recebeu de Deus o dom profético. Todos os profetas canônicos e extracanônicos de todos os tempos tiveram o dom de profecia e dado pelo mesmo Espírito. Sequer podemos dizer que ela foi a única que recebeu esse dom no tempo do fim, pois sabemos que Deus dá visões, sonhos e predições específicas com alguma frequencia para outras pessoas em diversas igrejas (e até fora delas).

Por mais que essa expressão seja metonímica (uma metonímia que resume algo como “escritos produzidos a partir do dom de profecia dado a Ellen White pelo Espírito Santo de Deus”) e que tenha se tornado cultura, seu uso escandaliza cristãos não adventistas. E a pergunta é: por que deveríamos escandalizar irmãos sem necessidade? Não é mais bíblico, por amor a eles, deixar de fazer coisas que escandalizam – quando, é claro, isso não prejudica a verdade? Ou é mais bíblico não se importar e escandalizar mesmo? Eu estou certo que, se não prejudica a verdade, eu posso me abster de determinadas expressões que escandalizam em prol do meu irmão.

O que estou falando aqui não é nenhuma novidade. É apenas o que Ellen White sempre falou e o que a teologia adventista tem ensinado com cada vez mais clareza ao longo das décadas. O problema é muito mais prático do que teórico. Eu resumiria assim: no que tange à relação do cristão com o dom de profecia, quase tudo o que o protestantismo, a teologia adventista oficial e os escritos de Ellen White dizem para não fazer, grande parte dos adventistas faz. Isso inclui leigos e pastores. Aliás, se isso chegou aonde chegou foi porque durante décadas teólogos, pastores e administradores da IASD não tiveram pulso firme (e, por vezes, nem discernimento suficiente) para consertar. Nós colhemos hoje os frutos de décadas de descuido prático para com o ensino e a vivência da nossa teologia nas igrejas. Mas isso tem mudado desde os anos 1970 e continuará mudando pelo poder do Espírito Santo.

Concluo esse primeiro texto, portanto, rogando aos irmãos adventistas crentes no dom profético dado a Ellen White que sejam mais bíblicos, que interpretem textos com maior atenção aos contextos (o que exige estudo cuidadoso e reflexão), que ajam com maior bom senso, que pensem mais naqueles que tem dificuldades em aceitar esse assunto todo e que evitem vícios que escandalizam esses mesmos irmãos com fé distinta.

Para ser mais claro: chega de sermões baseados e centrados em Ellen White (ou em qualquer outro autor que não seja da Bíblia). Sermão deve ser baseado na Bíblia. Outros escritos no máximo devem servir de ilustração ou reforço de algo já dito e provado pela Bíblia. E nunca podem ser o centro da pregação. Chega de enfiar Ellen White em qualquer debate sobre doutrina. A Bíblia é suficiente. Chega de tentar interpretar a Bíblia com base em Ellen White. Devemos interpretar Ellen White com base na Bíblia. E a Bíblia? A Bíblia é seu próprio intérprete, como a própria Sra. White dizia.

Chega também de focar em detalhes adicionais e que pouco importam para a salvação ou santificação de alguém. Esses detalhes são para quem crê nela e não para quem não crê. Devem ser lidos e estudados na devoção individual, não em locais públicos ou com visitantes. Exaltem e apliquem a Bíblia Sagrada. Não empurrem White goela abaixo dos outros. Se for para citar White, procurem citar os temas de grande relevância. Citem as passagens em que ela pregava a Sola Scriptura, a salvação pela graça mediante a fé, o poder de Deus, o amor de Jesus Cristo, o lavar regenerador do Espírito Santo, o perdão divino, a fidelidade dos mártires. Esses eram os temas dos quais ela mais falava. E esses são os temas em comum com os cristãos, em especial os protestantes.

Se queremos a simpatia dos cristãos verdadeiros espalhados por todas as igrejas (e até fora das igrejas), devemos nos preocupar com a forma como temos passado nossa mensagem. Cristãos verdadeiros não aceitam menos que um evangelho bíblico na teoria e na prática, no conteúdo e na forma.